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11.2.09
UDINE, Itália - A autópsia do corpo de Eluana Englaro, que foi submetida a morte assistida depois de passar 17 anos em coma, indica que a italiana de 38 anos morreu vítima de uma parada cardíaca após uma crise provocada pela desidratação progressiva realizada por médicos, sgundo a imprensa local. Eluana morreu na segunda-feira, dois dias depois de ter sua alimentação e hidratação artificiais suspensas a pedido de sua família, em meio à polêmica que dividiu o governo e mobilizou o país. Os médicos haviam anunciado que ela poderia resistir até 15 dias com vida.
O jornal italiano "La Repubblica" afirma nesta quarta que os resultados "absolvem" os médicos. Houve rumores de que eles teriam acelerado a morte de Eluana para que acontecesse antes de o governo aprovasse um projeto de lei impedindo sua morte. Uma sentença do Supremo Tribunal tinha autorizado a família a adotar a eutanásia.
A paciente morreu enquanto o Senado examinava o polêmico projeto de lei. O advogado da família Englaro, Giuseppe Campeis, disse a jornalistas que vai denunciar todas as difamações em resposta à publicação de insinuações de que a morte de Eluana tenha sido acelerada.
O pai de Eluana, Beppino Englaro, que se emocionou com a notícia da morte de sua filha e pediu aos meios de comunicação que lhe "deixem em paz", afirmou que está "um pouco melhor". A família Englaro decidiu que os restos de Eluana serão cremados e enterrados junto aos de seu avô, na cidade natal de sua família, Paluzza (província de Udine), sem funeral e com uma breve bênção.
A morte causou supresa, já que na manhã de segunda-feira o neurologista que acompanhava Eluana disse que a paciente apresentava "excelente estado físico". Carlo Alberto Defanti disse estar surpreso e que a morte repentina pode ter sido provocada por uma crise. Antes, ele próprio dissera acreditar que ela viveria mais 12 ou 14 dias e que ela tinha uma resistência acima da média. Médicos podem ser punidos por eutanásia
A Ordem de Médicos de Udine abriu um processo disciplinar contra a equipe que se ofereceu para realizar a morte assistida de Eluana. O caso da italiana, que passou a viver em estado vegetativo após sofrer um acidente de carro em 1992, mobilizou políticos e a sociedade italiana. Um projeto de lei chegou a ser aprovado, mas Napolitano se recusou a assiná-lo.
Depois, disso um novo projeto passou a tramitar no Parlamento, mas não foi votado a tempo de impedir a morte de Eluana. O novo texto prevê que não se possa privar de alimentação e hidratação qualquer pessoa, e proíbe "qualquer forma de terapia que submeta o paciente a tratamentos inúteis, desproporcionais ou arriscados".
O Vaticano pressiona autoridades italianas para que aprovem uma media que impeça que casos semelhantes aconteçam. Antes de saber da morte da jovem, o Vaticano ameaçou de excomunhão da Igreja Católica quem apoiasse a eutanásia da italiana. A advertência foi feita pelo secretário da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, monsenhor Albert Malcolm Ranjith.


link do postPor anjoseguerreiros, às 13:12  comentar

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colaboradores: carmen e maria celia

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