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28.3.09
Delegado não crê que ela estivesse alheia aos abusos cometidos contra a filha durante três anos pelo marido

A mãe da garota de nove anos que ficou grávida de gêmeos após ser estuprada pelo padrasto no município de Alagoinha, no Agreste do estado, deve mesmo ser indiciada por negligência.
Criança que foi submetida a aborto após ter engravidado do padrasto está em um abrigo, com a mãe e a irmã. Foto: Teresa Maia/DP/D.A Press Segundo o delegado responsável pelo caso, Antônio Dutra, o inquérito que deve indiciar a mulher está quase concluído. Ele não está convencido de que ela realmente estaria alheia aos abusos praticados contra a filha pelo então marido nos últimos três anos. O acusado está detido desde o dia 27 de fevereiro numa unidade prisional do município de Pesqueira. Antes de ser preso, ele tentou fugir para a Bahia. Há onze dias o padrasto tentou se matar usando um fio de náilon para cortar os pulsos. Na próxima semana o delegado deve enviar o processo do caso à juíza de Alagoinha, Roberta Barcala. "Faltam apenas alguns detalhes para concluir o processo de indiciamento da mãe por negligência. É difícil de acreditar que uma mãe não tenha percebido alteração no comportamento da filha, mesmo após três anos de abusos sexuais contínuos", afirmou Antônio Dutra. Esta semana ele deve ouvir mais uma vez a mãe da garota, para confirmar se houve ou não omissão em relação à menina. Após o aborto realizado por uma equipe médica do Centro Integrado Amaury de Medeiros (Cisam), mãe e filha permanecem no Recife, onde a garota está se recuperando da cirurgia de retirada dos dois fetos. Elas estão em um abrigo do governo do estado, acompanhadas por uma equipe de psicólogos, sem previsão de voltar para casa. Desde que o caso foi denunciado à Polícia, a mãe nega que soubesse dos abusos. A gravidez só foi descoberta depois que a criança se queixou de dores e foi levada pela mãe à Casa de Saúde São José, na cidade Pesqueira, no Agreste. No hospital, os médicos descobriram que a menina estava na 16ª semana de gestação. A equipe médica classificou a gestação como de alto risco. Tanto pela idade, quanto pela pequena estrutura física da menina para dar a luz gêmeos. A família dela solicitou a interrupção da gravidez, situação que é prevista em lei diante dos riscos.Drama- A menina morava em Alagoinha com a mãe, a irmã e o padrasto, de 23 anos, há pouco mais de três anos, mesmo tempo em que afirmou ter sido violentada. O padrasto também é suspeito de abusar da enteada mais velha, uma adolescente de 14 anos que sofre de problemas mentais. O drama da pequena pernambucana ganhou repercussão internacional depois que o arcebispo de Olinda e Recife, Dom José Cardoso Sobrinho, excomungou a equipe responsável pelo procedimento que resultou no aborto e a mãe da menina. Apesar de contar com a aprovação do Vaticano, o religioso recebeu críticas até do presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, que defendeu a atitude dos médicos do Cisam.

Fonte: Diário de Pernambuco
link do postPor anjoseguerreiros, às 16:51 

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