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25.5.09
Raquel de 15 anos e Sandra de 13 (nomes fictícios) são portuguesas e fazem parte das estatísticas dos casos de sucesso na recuperação de menores desaparecidos. Não se conhecem mas partilham uma história muito semelhante. Certo dia saíram de suas casas para cair nas mãos de predadores sexuais, deixando as respectivas famílias em estado de choque e desespero. Foram encontradas um mês e meio depois com a ajuda da Policia Judiciária. Mas durante o período de ausência foram abusadas física e psicologicamente.
Raquel foi aliciada pela internet. Filha de uma família de poucos recursos do Norte do país deixou-se levar pela conversa de um homem de 34 anos, que a foi buscar no porto e que antes até lhe mandou um celular para se comunicarem discretamente. Foi encontrada um mês e meio depois a mais de 300 quilômetros de casa na companhia de um abusador sexual, alcoólatra.
A Associação Portuguesa de Crianças Desaparecidas (APCD) recolheu-a, ajudou-a a mudar de escola e a regressar à família. Raquel se recupera do trauma, enquanto o seu abusador aguarda julgamento. Sandra foi “seduzida” por um familiar através de conversas na internet e pessoalmente. A PJ recorreu à cooperação internacional e um mês depois do seu desaparecimento encontraram-na em França.
Segundo a Vice-presidente da Associação Portuguesa de Crianças Desaparecidas, Patricia Cipriano, os principais motivos para o desaparecimento de crianças em Portugal são a fuga ou o rapto parental. Desaparecimentos devidos a raptos criminosos, como a prostituição infantil, ainda representam uma porcentagem pequena quando comparada com outros países europeus. Embora, explica Patricia, esses dados estatísticos ainda sejam insuficientes.
“As crianças ainda não são uma prioridade para os políticos”, afirmou, justificando assim o fato de, dos 27 países membros da União Europeia, apenas 10, entre eles Portugal, terem o numero 116000 em funcionamento. Por isso não há um numero exato de crianças desaparecidas a nível europeu.
Os números fornecidos pela Federação Europeia para as crianças desaparecidas e sexualmente abusadas são avulsos. Mas dão uma ideia deste flagelo mundial. Por exemplo, no Reino Unido são reportados 140 mil casos de desaparecimento de crianças por ano. No Estados Unidos, 621 dos casos acabam em assassinato.

Desde janeiro deste ano foram registrados 24 casos de crianças desaparecidas

Em Portugal, segundo dados da PJ, desde janeiro deste ano foram dadas como desaparecidas 24 crianças com idade até aos 12 anos. Até agora foram todas encontradas. Dos 148 casos registrados em 2008, apenas dois estão por resolver.

Menos sorte tiveram os familiares de Sara Santos, Tatiana Nunes, Sofia Oliveira, Pamela Santos, João Teles, Claudia Alexandra, Jorge Sepúlveda, Rui Pedro e Madeleine Mccann. Os dois últimos foram dos casos mais mediáticos e desapareceram sem deixar rastro.

Hoje é o Dia Mundial das Crianças Desaparecidas e Portugal assinala a data com uma campanha de divulgação do novo número de emergência europeu. O número já está em funcionamento, mas a partir de hoje o seu horário será ampliado e passará a estar disponível 24horas, todos os dias da semana. A iniciativa, marcada para as 9h30, na Fundação Calouste Gulbenkian, é promovida pelo Instituto de Apoio à Criança, dirigida por Manuela Eanes. Os Secretários de Estados da Administração Interna, José Magalhães, e da Justiça, Conde Rodrigues, marcam presença.

MAIS DADOS

SEXO FEMININO
Dos jovens desaparecidos em Portugal em 2008, 70% foram do sexo feminino, revelam dados da Associação Portuguesa de Crianças Desaparecidas (APCD).

75 % NO NORTE
Ainda segundo dados da associação, na distribuição geográfica, 75 % dos desaparecimentos em 2008 ocorreu no Norte, enquanto a segunda maior incidência de casos diz respeito à Grande Lisboa com cerca de 25 %.

APCD DÁ FORMAÇÃO
A APCD pretende dar formação aos jornalistas para que estes saibam como podem ajudar na divulgação do desaparecimento de uma criança. Nem sempre a sua publicitação ajuda, ou seja, pode até levar a uma morte precipitada.

PORMENORES
20 ANOS
O Parlamento aprovou a proposta que impõe que os crimes de abuso, exploração sexual de crianças e de violência doméstica fiquem vinte anos no registro criminal.

DEZ PAÍSES
A partir de hoje, em dez estados-membros da UE, será mais fácil pedir ajuda. Portugal, Bélgica, Eslováquia, França, Grécia, Holanda, Hungria, Itália, Polónia, Roménia aderiram ao 116000.


Brasil contra a pedofilia
link do postPor anjoseguerreiros, às 11:40  comentar

De Luma a 25 de Maio de 2009 às 23:44
Maria Célia, acho que em Portugal, são mais organizados que no Brasil. Aqui vai da sorte achar uma criança, porque o desaparecimento só pode ser reclamado 24 horas após o sumiço, pode? Beijus

De Maria Célia a 26 de Maio de 2009 às 07:16
Verdade Luma.
Nós aqui temos que ficar de braços cruzados esperando ou sairmos por conta própria procurando.
Nessas 24 horas tudo pode já ter acontecido.Nos Estados Unidos só esperam 3 horas.
Vamos lutar para conseguir mudar muita coisa nesse nosso Brasil!
Beijos pra você querida e volte sempre.
Maria Célia e Carmen

De carmen a 26 de Maio de 2009 às 08:05
Luma e Maria Célia.....na verdade, o ECA determina em alteração realizada em 2005 que:
"A investigação do desaparecimento de crianças e adolescentes será realizada IMEDIATAMENTE após notificação aos órgãos competentes..."(Lei 11.259)
Se a determminação legal é cumprida ou não, já é outro coisa.....
beijos
Carmen

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