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7.4.09
Rio - O presidente americano, Barack Obama, disse que o presidente Lula “é o cara”, na cúpula do G20, em Londres. E continuou: “É o político mais popular da Terra. Por que é boa pinta”.
A continuação destrói a credibilidade do cumprimento. Lula pode ser considerado qualquer coisa, jamais boa pinta.
Mais tarde, nosso presidente disse que as palavras do colega podem ser “uma brincadeira ou uma gentileza”. Aparentemente, nem o próprio Lula levou a piada a sério.
Mas uma onda de ufanismo tolo varreu parte do Brasil. Como se a blague devesse nos encher de orgulho. É recalque de certa parcela da população, que precisa do reconhecimento externo para se sentir valorizada. Os que não se deslumbram com o pseudoelogio são acusados de preconceituosos.
A declaração foi simpática, Lula faz sucesso no exterior, tem indiscutível carisma e uma vitoriosa história de vida. Daí a considerar que o gracejo de Obama é um atestado de importância ou competência vai grande distância.
Afinal, que “cara” é esse? É o Lula da marolinha, do mensalão? O populista que promete 1 milhão de casas sem dizer quando e como? O presidente da desaceleração industrial e da alta do desemprego?
A lista é interminável. A popularidade de Lula é alta no exterior, onde só conhecem a sua biografia. E está em queda no Brasil.
O jornal americano New York Times disse que Lula é o “presidente teflon”. Ou seja, “não aderente”. Desde o início, seu governo é marcado por escândalos. Mas ele tem conseguido não ser respingado pela lama que o cerca. O equilibrismo de Lula é que poderia ser motivo de vanglória.


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link do postPor anjoseguerreiros, às 17:41  comentar

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colaboradores: carmen e maria celia

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