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2.4.09
Prefeitura do Rio pagará bônus a professor pela realfabetização de alunos do 6º ano no fim de semana

Rio - No fim do mês, 11.078 alunos da rede municipal começam a ter aula aos sábados. Como o número de analfabetos funcionais é alto e falta espaço nas escolas para abrigar, além das turmas convencionais, as de realfabetização e as de reforço, a secretaria decidiu que os estudantes do 6º ano continuarão em suas classes normais durante a semana e terão as aulas para aprender a ler aos sábados. Nas séries mais baixas, eles serão retirados das turmas de origem.
“Não imaginávamos que fossem tantos e não dá para colocar 35 alunos por sala. Para funcionar, elas não terão mais do que 25 pessoas”, explica a secretária municipal de Educação, Cláudia Costin. Serão 350 turmas só para o 6º ano — 12,42% dos matriculados nesta série não passaram no provão.
Para as aulas de realfabetização, a secretaria convidará 350 professores da rede e oferecerá adicional para que trabalhem no fim de semana. O valor será estipulado até segunda-feira, e os interessados devem procurar a direção das escolas.
“O projeto para essa série é inovador e está quase pronto. Esses jovens já passaram muitos anos na escola. Decidimos deixá-los nas suas turmas e fazer horas a mais de realfabetização, que vai durar oito meses. Dessa forma não sobrecarregamos as escolas que não têm espaço”, explica Costin.
Ao fim dos oito meses, alunos serão reavaliados. Dependendo do resultado, eles podem até ser obrigados a repetir os oito meses dedicados à realfabetização. “O que não vamos fazer é empurrar o problema”, afirma a secretária.

Alfabetização diária em outras séries
Outras 407 turmas de realfabetização serão montadas em escolas municipais para abrigar os alunos de 4º e 5º anos identificados como analfabetos funcionais no provão de Português e Matemática. Ao contrário dos alunos do 6º ano, os estudantes dessas duas séries serão retirados de suas classes de origem e terão aulas de alfabetização todos os dias. O teste revelou que 17,6% (10.743) das crianças do 4º ano não sabem ler nem escrever. No 5º ano, são 11,6% (7.058).
Ao fim dos oito meses de aula, todos farão novos testes para saber se conseguem ou não voltar para série que cursavam até então. Se for necessário, um estudante retirado do 4º ano para se realfabetizar pode ter que repetir a alfabetização no ano que vem. “Esperamos sucesso de cerca de 95%. Nos casos que falharmos, recomeçaremos o processo. Não vamos desistir de nenhuma criança”, afirmou Cláudia.

Estudantes farão testes de visão e audição
Além de combater o déficit no aprendizado com aulas de reforço, a secretaria vai tentar identificar razões extraclasse para o fraco desempenho dos alunos da rede. Ainda este mês, médicos da Secretaria Municipal de Saúde irão às escolas para fazer testes de visão e audição no estudantes. “Dificuldade de enxergar, por exemplo, pode criar uma barreira na criança. Assistentes sociais e psicólogos da Secretaria de Educação também farão exames para saber se algum problema psicológico está interferindo na vida escolar do aluno”, explicou Cláudia.
A forma como as aulas de reforço serão oferecidas aos que tiveram desempenho abaixo do esperado será decidida pelas próprias escolas. Elas têm até dia 8 para enviar o planejamento à secretaria. Com base nos cadernos de reforço preparados pelo órgão, as unidades vão decidir se oferecerão aulas com professores, monitores ou voluntários ou ainda se vão optar por exercícios para serem feitos em casa.
Dos 460 mil alunos que fizeram o Provão, 38,7% foram reprovados em Matemática e vão ganhar aulas extras. Só no 6º ano, mais da metade dos alunos (54,6%) falharam com os números.


fonte:O DIA ONLINE
link do postPor anjoseguerreiros, às 09:20  comentar

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colaboradores: carmen e maria celia

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