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7.4.09
SÃO PAULO - Os irmãos Gustavo do Val, de 30 anos, e Saulo do Val, de 34 anos, da cidade de Piraju, a 313 km de São Paulo, podem ter sido vítimas da vacina contra a febre amarela, e não do vírus selvagem da doença, adquirido em incursões por locais próximos a matas ou rios. Os dois sofriam de uma doença chamada Síndrome Addison, caracterizada pela insuficiência da glândula supra-renal.
Segundo o Centro de Vigilância Epidemiológica de Piraju, o posto de saúde local se recusou a aplicar a vacina, mas os irmãos teriam obtido por telefone uma autorização do médico da família para tomar a vacina. Ou seja, o posto de saúde não pediu autorização médica por escrito.
Segundo Neide Maria Silvestre, coordenadora do Centro de Vigilância Epidemiológica de Piraju, para saber se os irmãos foram vítimas da vacina ou da doença ainda é preciso confirmação pelo exame TCR, feito pelo Instituto Adolpho Lutz, em São Paulo. De acordo com o CVE de Piraju, a cidade já tem sete casos confirmados de morte por febre amarela, entre elas a de um recém-nascido que pode ter adquirido o vírus na amamentação ou ainda no útero da mãe, um caso raro a ser pesquisado. O caso do bebê está sendo pesquisado pela Unesp de Botucatu, para verificar se houve mesmo transmissão vertical do vírus.
Há ainda outros 42 casos suspeitos da doença em Piraju. Da população da cidades, estimada pelo IBGE em 29.282 pessoas, 28.719 foram vacinadas até o dia 2 de abril.
No enterro de Saulo do Val, Gustavo carregou a alça do caixão. A Secretaria de Saúde do estado confirmou até agora oito mortes por febre amarela no estado - sendo seis em Piraju, uma em Itatinga e outra em Sarutaiá. Nesta conta ainda não está o recém-nascido cuja confirmação da doença está dada, segundo o Centro de Vigilância Epidemiológica de Piraju.
Vinte cidades da região estão na área de risco, segundo a secretaria Estadual de Saúde. No município de Itapetininga, a procura pelas vacinas aumentou e as doses acabaram. A chefe da Vigilância Epidemiológica disse que vai entrar em contato com o governo do estado para pedir mais doses da vacina.
De outubro de 2008 a março deste ano foram distribuídas 1.980.000 doses de vacina contra a febre amarela no estado. Com as mortes em Sarutaiá, Piraju e Itatinga, 17 municípios vizinhos foram incluídos na área de vacinação.
No Paraná, a vacinação está sendo realizada em 22 municípios. A Secretaria de Saúde está intensificando a imunização em São José da Boa Vista, Ribeirão Claro, Carlópolis e no distrito da Alemoa, em Siqueira Campos. Essas localidades ficam no entorno da represa de Chavantes, divisa entre os dois estados, onde há grande concentração de turistas, principalmente vindos da região onde foram registrados os casos da doença.
A cura da febre amarela silvestre depende da resistência do próprio organismo do infectado. Não existem remédios que combatem o mal, é feita apenas hidratação do paciente. Por isso, quem tem problema de baixa imunidade não deve ser vacinado. No Rio Grande do Sul, duas pessoas morreram por tomar a vacina este ano. No RS, seis pessoas já morreram da doença.
A vacina é a saída preventiva, mas não se pode imunizar a população inteira, sob risco de se causar mais mortes do que o real risco de adquirir a doença, segundo a Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul. Por isso, a vacina é recomendada apenas para pessoas que se deslocam até as áreas de risco.


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colaboradores: carmen e maria celia

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