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1.1.09
RIO - A estudante Marina Bignardi Vaz Fernandes David, 25 anos, tem dislexia. Para fazer a prova de vestibular da Universidade de Campinas (Unicamp) ano passado, ela e mais 50 vestibulandos fizeram valer o decreto 3.298 de 20 de dezembro de 1999, que determina no artigo 27 às instituições de todo o país a obrigatoriedade de oferecer adaptações de provas e tempo adicional, conforme as características da deficiência.
Para Marina, que já tentava a classificação pela segunda vez, o tempo extra e o auxílio de um professor que lia e escrevia as respostas que ela ditava foram essenciais para sua aprovação.
- A Unicamp me deu todo o suporte necessário para fazer o exame. Fiquei numa sala isolada e com um professor especialmente treinado para aplicar a prova a portadores de necessidades especiais - conta Marina, que está no 1º ano do curso de medicina.
Segundo a Unicamp, as provas adaptadas são realizadas no Centro de Estudos e Pesquisas em Reabilitação, no campus de Campinas. Para que os candidatos tenham todas as necessidades supridas, o grupo recebe atendimento especializado de uma equipe diferenciada de fiscais. Profissionais da área médica, como psicólogos e fisioterapeutas, ou interpretes da linguagem de sinais prestam assistência aos vestibulandos. Para alguns casos a universidade providencia mobiliário especial e outros equipamentos como computadores e lupas.
O decreto 3.298 também pode ser usado para casos especiais como do vestibulando Gustavo Dussrayer, 19 anos, que já tinha feito sua inscrição no vestibular quando descobriu, poucos meses antes da prova, que precisava ser internado para uma cirurgia cardíaca.
- Estava preparado para a prova da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) quando tudo aconteceu. Após a cirurgia me sentia bem e resolvi fazer o exame. Como não podia sair do hospital, minha família, de posse de um laudo médico, entrou com um pedido na universidade para a prova ser aplicada na enfermaria - diz Gustavo, que não se classificou para a segunda fase por apenas um ponto.
Segundo Maria Inês Melo, coordenadora do processo seletivo da Uerj, a 'atenção especial' durante a prova deve ser solicitada no ato da matrícula do vestibular, mediante comprovação médica.
- Os vestibulandos que se acidentaram depois de ter feito sua inscrição devem enviar um requerimento juntamente com um laudo médico para a universidade requerendo prova adaptada. Dependendo da gravidade a prova pode ser aplicada no hospital. - explica Maria Inês.
A coordenadora alerta para a importância de descrever o nível da deficiência para a elaboração de uma prova mais adequada ao candidato. - Os portadores de deficiência visual são classificados de acordo com o nível de visão. Os que não enxergam nada fazem a prova no Instituto Benjamin Constant, na Urca, onde são aplicadas as provas das universidades públicas do Rio. Dependendo do grau de deficiência visual o candidato faz o exame na própria universidade com o auxilio de uma lupa ou é feita uma ampliação da prova - diz Maria Inês Melo, explicando que a impressão da prova passa a ter o tamanho de um jornal, com letras garrafais.
De acordo com dados de um censo realizado pelo Instituto Nacional de Estudo e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o número de portadores de deficiência nas universidades cresceu 179% em 5 anos. Nesse período as matrículas teriam passado de 2.155 para 6.022. O maior crescimento foi registrado nas instituições de ensino superior privadas. Se considerados os alunos superdotados, os matriculados subiram de 2.173 para 6.328 e o aumento percentual foi de 191%.
MPF pede que MEC só autorize cursos adaptados para deficientes
O Ministério Público Federal (MPF) de São Paulo recomendou que o Ministério da Educação (MEC) a partir desse ano, só autorize e reconheça cursos superiores que tenham instalações adaptadas para deficientes obedecendo à lei brasileira que determina a eliminação de barreiras físicas. No Rio, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) foi notificada pelo MPF para adequar suas instalações com o objetivo de garantir a acessibilidade de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.
Uma inspeção do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA/ RJ) revelou, porém, que os prédios da UFRJ não estão acessíveis e não satisfazem as condições técnicas estabelecidas na NBR 9050 da ABNT, exigidas no decreto.
O MPF quer que a universidade entregue, no prazo de 60 dias, um relatório conclusivo de adequação às exigências da norma da ABNT para cada prédio, unidade, hospital e dependência. A procuradora da República pede ainda que a UFRJ apresente respostas ao formulário do CREA/RJ sobre a acessibilidade dos seus ambientes e relatório sobre as condições de acesso das pessoas com deficiência aos pontos de ônibus e veículos que circulam no campus do Fundão.
Após a entrega desses relatórios, o MPF quer que a UFRJ mostre, em 30 dias, projetos para implementar a acessibilidade com os respectivos cronogramas das obras. A instituição deve garantir também o acesso de profissionais do CREA/RJ para acompanhar o andamento das obras. A recomendação é um instrumento usado por procuradores da República para defender o interesse público sem recorrer a um processo judicial.
Serviço:
Os portadores de necessidades especiais devem requerer a adaptação de suas provas no ato da inscrição do vestibular. A deficiência deve ser comprovada através de laudo médico. Os vestibulandos que se acidentaram depois de ter feito sua inscrição devem enviar um requerimento juntamente com um laudo médico para a universidade requerendo prova adaptada. Dependendo da gravidade a prova pode ser aplicada no hospital.
Deficiência visual: No Rio os portadores de deficiência visual fazem as provas no Instituto Benjamin Constant, na Urca. Dependendo do grau de deficiência visual o candidato faz o exame na própria universidade com o auxilio de uma lupa ou é feita uma ampliação da prova.
Deficiência auditiva: O exame para surdos e mudos são aplicados normalmente, junto com os outros estudantes.
Dificuldade de locomoção:Os candidatos cadeirantes fazem as provas em locais próximos a sua residência em salas no térreo.
Dislexia: Fazem a prova numa sala isolada com tempo extra, além de receber ajuda de um professor que lê as questões.
Paralisia cerebral ou dificuldade motora: Esses estudantes fazem o exame numa sala separada com um profissional qualificado para atendê-los. Para eles também é disponibilizado tempo extra.

TODOS FINALMENTE TERÃO OPORTUNIDADE!


link do postPor anjoseguerreiros, às 18:20  comentar

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colaboradores: carmen e maria celia

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