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15.2.09
Risco de a criança contrair a doença respiratória é aumentado por mudanças genéticas ocorridas no útero

A exposição de uma mulher grávida a um ambiente com muita poluição aumenta o risco de a criança contrair asma devido a mudanças genéticas ocorridas dentro do útero. A descoberta, feita por pesquisadores da Universidade de Cincinnati e da Escola de Saúde Pública Mailman da Universidade Columbia, nos Estados Unidos, foi publicada na revista científica Public Library of Science (PLoS).Depois de estudar o sangue do cordão umbilical de bebês nascidos em Nova York, os pesquisadores descobriram uma relação entre exposição da mãe ao ar contaminado por fuligem de veículos, alterações epigenéticas e o surgimento da asma na criança antes dos 5 anos de idade.A exposição a hidrocarbonetos aromáticos policíclicos (PAH, na sigla em inglês) - compostos produzidos durante a queima incompleta de combustíveis com carbono - já foi associada ao desenvolvimento de uma série de doenças, entre elas o câncer e a asma infantil.Comprovou-se agora que até mesmo o feto sofre os efeitos da poluição enquanto está no útero materno. Os PAH desencadeiam uma alteração epigenética no gene ACSL3, relacionado ao metabolismo no pulmão. As mudanças epigenéticas perturbam o desenvolvimento dos genes e, desta forma, influenciam a sua atividade, mas sem gerar mudanças estruturais ou mutações no material genético.Os cientistas consideram que a exposição aos PAH por meio da placenta pode reprogramar genes do feto relacionados à inflamação das vias respiratórias e à asma na infância. A equipe analisou glóbulos brancos do sangue de cordão umbilical de 56 bebês, em busca de quaisquer alterações epigenéticas relacionadas à exposição pré-natal à substância tóxica. Antes, os especialistas confirmaram a exposição das mães a um ambiente de alta poluição durante a gravidez.Descobriram, assim, uma clara relação entre mudanças no gene ACSL3, exposição materna aos PAH e a aparição de sintomas de asma antes dos 5 anos. Segundo os pesquisadores, transformações epigenéticas no ACSL3 poderiam servir como indicadores do risco de uma criança contrair asma."Nossa pesquisa apoia a ideia de que os poluentes podem interagir com os genes durante períodos chave do desenvolvimento e, assim, desencadear o aparecimento de doenças anos mais tarde", explica o responsável pela pesquisa, Shuk-mei Ho.

link do postPor anjoseguerreiros, às 10:49 

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