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16.3.09
Queda da expansão do setor imobiliário nos países mais ricos força queda da demanda por madeira


GENEBRA - Um novo levantamento da FAO ( Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação) alerta que 200 quilômetros quadrados de florestas estão sendo dizimadas por dia no mundo. Os dados ainda apontam que, entre 2000 e 2005, o mundo perdeu 7,3 milhões de hectares. Na América do Sul, o alerta da FAO é de que o desmatamento não deve ser reduzido nos próximos anos.
A queda do setor imobiliário nos países ricos está tendo um impacto na florestas, com a queda da demanda por madeira. Mas a FAO também alerta que há uma queda de investimentos, o que deve afetar os esforços de gerência de reservas e de madeira certificada. Um dos temores é de que governos reduzam os investimentos no setor de energia limpa. Iniciativas que dependem de créditos externos para a redução de emissões também podem ser afetadas.
Para completar, a contração da economia pode acabar dando mais espaço para o setor informal, entre eles o corte ilegal de madeira.
"Na América do Sul, o ritmo do desmatamento não deve cair no futuro próximo, apenas da baixa densidade populacional", afirmou a FAO.


Quase um bilhão de pessoas passam fome no mundo


ROMA - A crise financeira ameaça quebrar safras e deve aumentar a fome no mundo. Dados da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) divulgados nesta terça-feira, 9, apontam que 963 milhões de pessoas passam fome no mundo a cada dia, um número recorde. No primeiro semestre do ano, o problema foi a alta nos preços dos alimentos. Nos últimos meses, o problema é a recessão.
Em apenas um ano, 40 milhões de pessoas passaram a fazer parte da população mais miserável do mundo e que não consegue sequer se alimentar. A crise atual pode agora fazer com que as safras dos países mais produtivos sejam reduzidas, agravando ainda mais o problema da fome.
"Para muitos, comer de forma adequada é um sonho", alertou a FAO. Desde 2005, o número de famintos aumentou em 75 milhões de pessoas. Para o diretor da FAO, Jacques Diouf, a meta de cortar a fome pela metade no mundo até 2015 está se tornando uma meta cada vez mais distante. "Essa realidade não pode ser aceita", afirmou Diouf. Trabalhadores rurais sem terra e as mulheres são as mais afetados.
Para Diouf, essa "catástrofe" seria resolvida com investimentos de US$ 30 bilhões ao ano por parte dos países ricos nas economias mais pobres. Segundo ele, o volume é apenas 8% do que os países ricos gastam anualmente em subsídios para apoiar seus próprios agricultores. "US$ 30 bilhões não é nada comparado com o que foi gasto pelos países ricos para lidar com a crise financeira", alertou. "Não acho que isso seria pedir demais", disse.
Para a FAO, os subsídios existentes nos países ricos não pode gerar a fome nos países em desenvolvimento. "Precisamos nos perguntar: qual é a prioridade na comunidade internacional", questionou Diouf. Crise - Na avaliação da entidade ligada à ONU, a crise financeira pode aumentar ainda mais a fome no mundo. "O preço dos alimentos caiu nos últimos meses. Mas essa redução não acabou com a fome", afirmou Hafez Ghanem, executivo da FAO.

Fonte: O Estado de São Paulo
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link do postPor anjoseguerreiros, às 12:53 

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