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27.5.09
DELEGADA - Para Luciana Frascino, rapidez na troca de dados é fundamental

Araçatuba - A menina Bruna Cristina da Silva Moço foi vista pela última vez há oito anos, descalça e vestida com uniforme escolar, um short azul e camiseta branca da Emef (Escola Municipal de Educação Infantil) Dirce Spínola, de Birigui. Isso foi no dia 19 de setembro do ano 2000. Ela tinha seis anos quando saiu de casa, por volta das 16h, para comprar ovos a pedido da mãe, e nunca mais foi vista. A garota morava no bairro Toselar e até hoje está na lista das dezenas de milhares de crianças desaparecidas no País.
O Conselho Tutelar de Birigui informou, que ainda mantém a ficha de Bruna em primeiro plano nas ações de trabalho, mas é remota a chance de ela ainda estar na região.
Mas o drama da mãe da Bruna, Leandra Leite da Silva, está longe de terminar. Hoje ela mora em Bauru e espera diariamente que a criança seja encontrada.
A polícia da região enviou, na época, comunicado para as centrais de todo o País, mas não existe no Brasil uma lista oficial que possa ser consultada pela polícia com agilidade. Se Bruna for encontrada em outro Estado, o contato com sua família pode ser prejudicado.
Mas um projeto de lei, que está em tramitação no Congresso Nacional, pode ajudar na localização de Bruna e outras crianças desaparecidas.
O Cadastro Nacional de Crianças e Adolescentes Desaparecidos (Projeto de Lei 1.842 de 2007), apresentado pela deputada Bel Mesquita, do PMDB do Pará, já foi aprovado pelos deputados.
A proposta tem por objetivo facilitar o acesso a informações que permitam a identificação desses desaparecidos, agilizando o trabalho da polícia na busca e localização e evitando que as crianças e adolescentes sejam submetidos a abusos. O cadastro deverá conter características físicas e os dados pessoais dos menores cujo desaparecimento tenha sido registrado.
A delegada titular da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) de Araçatuba, Luciana Pistori Frascino, diz que o cadastro por ajudar muito o trabalho da polícia. 'Se a gente tiver acesso a essa lista, por meio do computador, podemos trocar informações com maior agilidade e as chances de êxito são muito maiores', afirma Luciana.

ÁREA DE BUSCA
Ela explica que, quanto mais rápido forem iniciadas as buscas em uma região geográfica maior, as chances de encontrar um menor raptado, por exemplo, é proporcionalmente superior.A base de dados do cadastro vai ser mantida com recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública. A União deverá firmar convênio com estados e com o Distrito Federal para definir a forma de acesso às informações e o processo de atualização dos dados.
A deputada Bel Mesquita defendeu, no texto de justificativa do projeto, que o cadastro, com consulta pública, vai permitir que uma criança desaparecida em um estado seja mais facilmente localizada em outra parte do País. Segundo a autora do projeto, já existem cadastros em diversos estados, mas não há uma integração entre eles.

Para delegada, cuidados precisam ser redobrados
A delegada titular da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) de Araçatuba, Luciana Pistori Frascino, diz que em casos em que a criança não é encontrada na vizinhança ou casa de amigos, a polícia tem de ser acionada imediatamente. Os pais ou responsáveis podem ligar para o 190 ou 197. 'Todo cuidado é pouco quando se trata de uma criança. Não se deve descuidar em nenhum momento', afirma.
Luciana diz que a maioria dos casos de desaparecimento ocorre no portão ou nas proximidades da casa. Ela enfatiza que os crimes são cometidos, geralmente, por pessoas do círculo de convivência da criança, pois quando é registrado um rapto, por exemplo, os pais e vizinhos não ouvem gritos. "Às vezes os pais deixam a criança ter contato com muita gente e até com estranhos em bares, por exemplo. O raptor pode aproveitar para ficar sempre próximo e um dia aproveita a distração dos responsáveis para levar a criança", explica a delegada.
Ela ensina que os pais devem fazer a criança decorar o endereço em que mora e um telefone em que parentes possam ser encontrados, para que possa pedir ajuda caso esteja perdida.
O desaparecimento de Bruna Cristina da Silva Moço, de seis anos, em setembro de 2000, é o único em andamento na região. Os demais, explica a delegada, foram casos em que os menores chegaram até a ir para outros Estados depois de um desentendimento em casa, mas foram encontrados.

ESTATÍSTICA
Segundo a ABDC (Associação Brasileira de Busca e Defesa das Crianças Desaparecidas), cerca de 40 mil crianças e adolescentes desaparecem por ano no Brasil, por motivos variados, que vão de brigas em casa a sequestros. J.O.


Folha da Região
link do postPor anjoseguerreiros, às 18:04 

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