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20.6.09
O Ministério Público do Rio informou nesta sexta (19) que o agente de imigração americano, suspeito de ter tido relações sexuais com um menor de idade brasileiro, na época com 11 anos, em março de 2008, foi condenado por atentado violento ao pudor na terça-feira (16), nos Estados Unidos. De acordo com o MP, a pena dele pode variar de 15 a 30 anos de prisão, além de multa de 250 mil dólares.
Segundo explicou a promotora Ana Lúcia Melo, que ajudou a Justiça americana no caso, um juiz dos Estados Unidos vai decidir no mês de setembro o tempo de reclusão de Michael Joseph Clifford, de 44 anos. No entanto, segundo o MP, ele já está preso.De acordo com a promotora, a polícia americana fez buscas na casa dele e teria encontrado as fotos feitas no Brasil, com conteúdo erótico. Ainda segundo informou Ana Lúcia, isso deve ser levado em conta na definição da pena de Clifford.

Americano veio a trabalho
Segundo informou a polícia no ano passado, o americano estava em missão oficial no Brasil. Dois homens foram presos, suspeitos de aliciar o menor. Eles marcaram o encontro dele com o americano. Segundo a promotora, os dois ainda estão presos e o processo deles no Brasil ainda está correndo. Quando foram interrogados, os suspeitos negaram participação no aliciamento do menor. Eles contaram que ficaram sabendo do encontro e foram ao hotel tentar salvar o menino do americano.
As câmeras do hotel onde o estrangeiro estava hospedado gravaram a entrada da criança, por volta de 3h. Os dois subiram juntos no elevador em direção ao quarto do americano e o menino só saiu seis horas depois.Na época, o menino contou à polícia que seria morador da favela do Jacarezinho, subúrbio do Rio, mas dormia nas ruas de Copacabana. Ele disse, em depoimento, que aquela tinha sido a primeira vez que participava de um encontro sexual. Ele contou que teria recebido R$ 300.

Suspeito foi afastado do cargo
O americano foi embora no dia 16 de março deste ano. Quando chegou aos EUA, Clifford foi afastado do cargo.
Em abril, o agente federal americano Charles Allan compareceu à delegacia para conhecer os detalhes do inquérito. “Ele pediu desculpas, em nome de seu país, e disse que esse crime é abominável e considerado de natureza gravíssima pela Justiça americana, ainda mais quando é praticado por um funcionário do governo e em outro país”, disse o delegado Deoclécio Assis, na época na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente.
O caso foi investigado por entidades americanas, como o departamento de segurança interna ICE, com auxílio de órgãos brasileiros, como o Ministério Público do Rio e a DPCA.



G1
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colaboradores: carmen e maria celia

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