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25.5.09
Os casos sensibilizam muitas pessoas, mas juizado da Infância e Juventude orienta que é preciso ter calma, pois o processo é demorado

O Dia Nacional da Adoção é celebrado nesta segunda-feira (25) e muitas pessoas aproveitam a data para refletir sobre essas crianças que estão vivendo em abrigos ou que são deixadas de lado pelas famílias. Em Pernambuco nos últimos anos houve relatos de muitos bebês que foram abandonados pelas mães.

O mais recente deles foi no dia 18 de maio, quando um policial militar achou uma menina dentro de um saco quando estava saindo de casa, em San Martin, no Recife. Em março deste ano, outro bebê também foi encontrado dentro de um saco plástico, perto do lixão, em São Bento do Una, no Agreste.

No ano passado, no mês de agosto, uma criança recém-nascida foi deixada em um lava-jato no bairro de Casa Forte, Recife, enrolada em uma camisa. Já em setembro de 2007 um caso sensibilizou muitas pessoas. Um recém nascido foi encontrado por três lenhadores cheio de picadas de inseto em uma mata no município de Camaragibe.

Esses casos ficam conhecidos, sensibilizam muitas pessoas, e fazem aumentar a procura pela adoção. Porém o juizado da Infância e Juventude orienta que é preciso ter calma nesse momento, porque o processo de adoção é demorado pois a decisão muda a vida não só da criança, mas também da família que vai recebê-la.

Mesmo que o bebê tenha sido abandonado, quem encontrá-lo precisa procurar o Conselho Tutelar e a Justiça. A lei determina que sejam esgotadas todas as possibilidades de fazer com que ela retorne à família de origem, e por isso não é permitido ficar com a criança.

“Muitas pessoas ligam querendo adotar e a gente tem que encaminhar para o setor de adoção do juizado da Infância e Juventude”, disse a coordenadora do Lar do Neném Rita Vasconcelos.

Entres os casos relatados acima, apenas o bebê do lava-jato já foi adotado, a de São Bento do Una, está com a avó materna e as outras estão em processo de adoção. No caso da menina encontrada pelo policial militar neste mês, a polícia descobriu ser filha de uma adolescente de 16 anos, e a criança foi levada para um abrigo. Uma pessoa da família quer ficar com o bebê, mas o juiz da infância explicou que a decisão não pode ser tomada sem uma investigação detalhada.


pe360graus
link do postPor anjoseguerreiros, às 20:01  comentar

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colaboradores: carmen e maria celia

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