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27.5.09
RIO - Quase metade dos fumantes brasileiros (48,2%) afirma que as advertências nos maços de cigarros fazem com que fiquem mais propensos a deixar o vício, segundo dados preliminares de pesquisa internacional divulgada nesta quarta-feira pelo Instituto Nacional do Câncer sobre políticas de controle do tabaco.
Em abril, a pesquisa, aplicada pela primeira vez no Brasil, começou a medir o impacto das advertências sanitárias nos maços de cigarros. O levantamento faz parte do international Control Policy Evaluation project (ITC Project) e visa a mensurar de forma contínua o comportamento da população em relação às ações de controle do tabaco.
O estudo, que está sendo realizado em três capitais (Rio, São Paulo e Porto Alegre), mostra que nos últimos 30 dias as imagens e frases
impressas nos maços impediram que 39,1% dos fumantes pegassem um cigarro quando estavam prestes a fumar, enquanto que outros 61,6% dos fumantes afirmaram que as advertências os fizeram pensar - um pouco ou muito - sobre os riscos provocados pelo tabagismo.
De acordo com o estudo, o país vem alcançando bons resultados com as imagens de advertência. "A aversão às imagens não faz o fumante evitar apenas olhar para o maço, mas também pensar sobre os riscos envolvidos", diz a pesquisa. Dos 17 países em que a pesquisa já foi realizada, o Brasil aparece em segundo lugar na questão dos fumantes com intenção de parar de fumar, com 80% dos entrevistados afirmando querer largar o cigarro.
A primeira etapa da pesquisa brasileira será concluída ainda no primeiro semestre. Para o início de 2010, está previsto o início da segunda fase, que vai avaliar o impacto das novas imagens de advertência , que serão veiculadas entre maio e agosto.
Desde 2001, os fabricantes ou importadores de produtos de tabaco no Brasil são obrigados por lei a inserirem advertências sanitárias acompanhadas de fotos que ocupam 100% de uma das maiores faces dos maços de cigarros, acompanhadas do número do Disque Saúde - Pare de Fumar.
O primeiro grupo de advertências sanitárias ficou em vigor entre 2001 e 2004. O segundo grupo, de 2004 a 2008.
No Brasil, a pesquisa está sendo realizada pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA) e pela Universidade de Waterloo, do Canadá, sob a coordenação do professor Geoffrey Fong. O estudo é financiado pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad) e conta com o apoio da Aliança de Controle do Tabagismo (ACT) e do Laboratório de Neurobiologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
O levantamento ainda está em andamento no país e os dados apresentados são parciais. Até agora, foram entrevistados 345 moradores do Rio (140 fumantes e 205 não-fumantes), 160 de São Paulo (71 e 89 não-fumantes) e 212 em Porto Alegre (110 fumantes e 102 não-fumantes).

ALGUNS DADOS SOBRE A PESQUISA NO BRASIL
- 91,8% dos fumantes ouvidos disseram que se pudessem voltar atrás, não teriam começado a fumar (61.0% concordaram fortemente + 30.8% concordaram).
- 50% dos fumantes e 28% dos não-fumantes reparam nas imagens de advertência dos maços frequentemente ou muito frequentemente.
- 32,7% dos fumantes leram ou olharam atentamente para as advertências dos rótulos frequentemente ou muito frequentemente.
- 43.8% dos fumantes fizeram esforço para evitar olhar ou pensar sobre as advertências.
O Globo On Line
link do postPor anjoseguerreiros, às 18:53  comentar

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colaboradores: carmen e maria celia

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