notícias atuais sobre saúde, violência,justiça,cidadania,educação, cultura,direitos humanos,ecologia, variedades,comportamento
6.2.09
Uma entidade religiosa tem como base os princípios e os exemplos de vida de seu fundador – é óbvio. E quando pesa sobre o fundador a acusação de pedofilia e de ter tido amante? Bem, nesse caso não é fácil para a entidade conviver com a memória do fundador.
É o que ocorre com a Legião de Cristo e com o seu braço leigo Regnum Christi.
O padre Marcial Maciel [reprodução ao lado], o fundador, morreu aos 88 anos em 30 de janeiro de 2008 e tem sido uma alma penada a assombrar as duas entidades.
No começo deste ano, blogs que cobrem religião, como o Exlcblog, Life After LC, Pontifications, divulgaram que o padre Maciel teve uma amante e com ela uma filha, hoje com 20 anos. O padre mandava todo mês dinheiro para amante, à qual visitava com frequência.
Nos Estados Unidos, alguns legionários ficaram tão revoltados, que cogitaram renegar o fundador, o que seria algo inédito.
O padre Marcial Maciel criou a Legião no México em 1941 com o propósito de estabelecer o “Reino de Cristo na sociedade”, conforme o site da entidade. A Legião mantém seminários e está representada em 30 países. No Brasil, instalou-se em 1985.
As evidências da vida dupla do padre são tantas, que a direção da Legião não teve como desmenti-las.
Jim Fair, porta-voz da entidade, disse: “Confirmamos que existem aspectos da vida dele que não foram apropriadas a um padre católico. Soubemos de algumas coisas que são surpreendentes e difíceis de entender”.
A rigor, não era para haver surpresa, porque é impossível alguém ter vida dupla por décadas sem que os mais próximos desconfiem. E também porque o padre já tinha sido acusado de abusar nos anos 80 de adolescentes, todos meninos, recrutados para serem legionários de Cristo.
Quando as acusações de pedofilia se tornaram públicas, o padre Maciel já estava idoso e, por conta disso, a Congregação para a Doutrina da Fé decidiu colocar panos quentes sobre o caso, para não prejudicar a Legião.
A Congregação teria convencido o padre a se retirar de suas obrigações na entidade e dedicar-se somente à penitência e à oração.
Faz sentido, porque se trata de comportamento típico da hierarquia católica: para preservar a instituição, acoberta os padres pedófilos e que as vítimas se danem.


tags:
link do postPor anjoseguerreiros, às 10:49 

De
 
Nome

Url

Email

Guardar Dados?

Ainda não tem um Blog no SAPO? Crie já um. É grátis.

Comentário

Máximo de 4300 caracteres



Copiar caracteres

 



O dono deste Blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.

pesquisar
 
colaboradores: carmen e maria celia

Fevereiro 2009
D
S
T
Q
Q
S
S

1
2
3
4
5
6
7

8
9




arquivos
subscrever feeds
blogs SAPO