notícias atuais sobre saúde, violência,justiça,cidadania,educação, cultura,direitos humanos,ecologia, variedades,comportamento
7.5.09
MANAUS - O Rio Negro, que banha Manaus, atingiu nesta quarta-feira a marca de 28,83 metros de profundidade, apenas 86 centímetros abaixo da enchente histórica de 1953, com 29,69 metros. A cheia está impossibilitando que 6 mil crianças cheguem às escolas. Só na cidade de Maués, a 267 quilômetros de Manaus, são 2 mil alunos sem aula.
Leia também: Capital do Maranhão decreta emergência e Teresina para com cheia
De acordo com o Serviço Geológico do Brasil (CPRM), as águas do Rio Negro devem atingir em média 29,60 metros de profundidade em junho, quando termina o período de chuvas na região. Segundo o CPRM, esta deverá ser a terceira maior cheia dos últimos 50 anos no Amazonas, perdendo apenas para a cheia de 1953, quando o rio chegou a 29,69 metros. Em 1971, a marca foi de 29,61 metros.
Leia também: Chuvas já provocaram a morte de pelo menos 24 pessoas no norte e nordeste do país
Em abril, as águas do Rio Negro invadiram ruas do bairro São Raimundo, no centro de Manaus, por causa das chuvas intensas atingem o estado do Amazonas há 45 dias. Esta deve ser a segunda maior cheia do Rio Amazonas nos últimos 100 anos.
O Rio Negro, de águas escuras, é o segundo maior em volume de água e mais extenso do mundo - são 720 km navegáveis. Em volume de água, perde apenas para o Rio Amazonas, do qual é o maior afluente. Sua origem é na Bacia Amazônica e do Rio Orinoco. Sua nascente está na Colômbia, onde é chamado de Guainia.
Após passar por Manaus, se une ao Rio Solimões e passa a chamar-se Rio Amazonas.
Dois fenômenos contribuem para a cheia recorde do Amazonas. Um deles são as chuvas fortes que estão sendo registradas desde outubro do ano passado. O outro é o degelo na Cordilheira dos Andes, no Peru, desaguando nas várias calhas dos rios da região. Há ainda o fenômeno La Niña, que é o resfriamento das águas superficiais do oceano Pacífico.
- Nossa preocupação são as águas que vêm do Peru - diz Gleicemar Castelo, da Defesa Civil
Leia também: Cheia leva cobras e jacarés para dentro das casas
Na Amazônia, o período das chuvas se inicia no fim do ano e se estende até maio ou junho do ano seguinte.
O chefe da divisão de meteorologia do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), Ricardo Dallarosa, confirmou que as chuvas no Amazonas acima da média estão sendo registradas desde outubro do ano passado.
A média de chuvas se mantém nas regiões centro e norte do Amazonas; para Roraima; norte do Pará e Maranhão; e centro e sul do Amapá.


O Globo On Line
link do postPor anjoseguerreiros, às 15:47  comentar

pesquisar
 
colaboradores: carmen e maria celia

Maio 2009
D
S
T
Q
Q
S
S

1
2

3
4
5
6
7
8
9






arquivos
blogs SAPO