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19.3.09
VITÓRIA - O Espírito Santo começa nesta quinta a relembrar no município da Serrra a Revolta dos Queimados (19 de março de 1849), marco da resistência do africano à escravatura no estado. A programação reúne exposições de arte, concursos de monografias sobre o tema, produções e mostras de vídeo e uma série de apresentações culturais que vão até março de 2010.
Um show da sambista Dona Ivone Lara, na Praça da Igreja, no Centro da Serra, abre a sequencia de eventos.
A ideia é divulgar, discutir e estudar "Queimados" com o objetivo de incluir a Revolta dos Queimados nos livros de História do Brasil em todas as escolas do país. O secretário de turismo da Serra Cleber Lanes diz que há a necessidade desta história ser contada e estudada. "Queremos que a Revolta de Queimados tenha o mesmo destaque, por exemplo, que a Inconfidência Mineira", ressalta. Da época, o estado guarda ruínas do Sítio Histórico e Arqueológico de São José dos Queimados um dos três principais centros de desenvolvimento da, então, Capitania do Espírito Santo, no Brasil Colônia.

A revolta

A Revolta de Queimados aconteceu no município da Serra em 1849. Na ocasião, segundo relatos históricos, cerca de 300 escravos - liderados por negros como Elizário, Chico Prego e João Monteiro, o João da Viúva - se rebelaram para cobrar uma suposta promessa feita pelo Frei Gregório José Maria de Bene, um italiano.
Neste período, o missionário teve a ideia de construir uma igreja na Freguesia de São José do Queimado, no entanto, para construir o templo, ele precisava do trabalho dos escravos. Foi justamente aí que Gregório prometeu a carta de alforria para os escravos.
A promessa não foi cumprida e, durante cinco dias, os revoltosos percorreram as fazendas obrigando alguns donos de escravos a conceder a alforria. O movimento foi contido pela polícia da província. Os rebelados foram presos e julgados, cinco deles sendo condenados à morte.
O líder da insurreição, Elisiário, escapou da cadeia, depois que a cela foi esquecida aberta. Os negros atribuíram o acontecimento a Nossa Senhora da Penha. Elisiário refugiou-se nas matas do Morro do Mestre Álvaro e nunca mais foi recapturado. Já Chico Prego foi capturado e enforcado em praça pública na própria Freguesia do Queimado.
A Insurreição ficou conhecida como o maior movimento em favor da liberdade e o maior símbolo da resistência do africano à escravatura registrado no Estado.


link do postPor anjoseguerreiros, às 15:04  comentar

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colaboradores: carmen e maria celia

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