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13.2.09


13/02/2009 - 08h05
Jornal suíço diz que polícia avalia a hipótese de automutilação de brasileira

Um dos mais importantes jornais da Suíça, o "Neue Zürcher Zeitung", afirmou ontem -em notícia publicada por volta das 21h30 locais- que a polícia trabalha com a hipótese de que a brasileira possa ter se automutilado. Segundo o jornal, as circunstâncias em que a agressão ocorreu ainda não estão claras.
A jovem foi interrogada e uma perícia realizada na estação onde o caso ocorreu. Ainda de acordo com a publicação, imagens de câmeras de segurança estão sendo analisadas.
Em comunicado distribuído ontem, a polícia suíça afirmou que "as circunstâncias exatas do ataque" à advogada brasileira "não são claras" e que investiga "em todas as direções".
Leia a seguir a íntegra da nota da polícia de Zurique:
"Na noite da segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009, a polícia da cidade de Zurique foi chamada à estação Stettbach, pois ali se encontrava uma mulher com ferimentos por corte. As circunstâncias em que os ferimentos foram feitos não estão claras. A polícia de Zurique está investigando e procura testemunhas. Pouco depois das 19h30, um homem fez contato telefônico com a polícia de Zurique pedindo socorro para uma mulher na estação Stettbach.
No local, os policiais encontraram uma mulher brasileira, de 26 anos, que apresentava ferimentos por cortes superficiais. Em diferentes partes do corpo era possível identificar cortes em formato de letras, entre outros. A mulher afirmou que havia sido atacada por três homens desconhecidos, que a teriam maltratado com pisadas e a ferido com uma faca. Em seguida, ela disse que estava grávida e que, após o ataque, havia sofrido um aborto num banheiro da estação. O Serviço de Proteção e Salvamento de Zurique levou a mulher para um hospital para mais esclarecimentos.
No local do crime foi feita uma detalhada perícia. Por ora, não é possível dar esclarecimentos médicos. As circunstâncias exatas do ataque não são claras. A polícia de Zurique está investigando em todas as direções. Pede-se que as pessoas que tenham visto algo suspeito pouco depois das 19h30, no número 447 da rua Dübendorf, próximo à saída de emergência da estação, entrem em contato com a polícia no telefone 0-444-117-117. Por motivo de proteção pessoal e estratégia da investigação, não é possível no momento dar mais informações. Assim que houver outras descobertas vamos nos voltar de novo à imprensa."

Agressor será expulso se provado ataque, diz partido suíço
Deputado do SVP afirma que possibilidade de autoflagelo da brasileira Paula Oliveira não pode ser descartada
Um dos principais nomes do Partido do Povo Suíço (SVP), o deputado Oskar Freysinger, afirmou que se um dos membros da legenda ultradireitista agrediu a advogada brasileira Paula de Oliveira, o SVP expulsará o agressor imediatamente. "Este é um país de lei, onde cada ser humano merece respeito", afirmou Freysinger, apesar de ter dito em entrevista ao Estado que "não se pode excluir a possibilidade de autoflagelação". "Se essas pessoas são de fato do partido, serão expulsas, mas primeiro precisamos saber se tudo isso de fato ocorreu".
Para Amorim, há xenofobia 'evidente' em caso de advogada
O governo brasileiro acredita em motivações xenofóbicas para o caso da brasileira Paula Oliveira, que foi ferida e sofreu um aborto na última segunda-feira, 8, em Zurique. Caso se confirme o caráter xenófobo das agressões contra Paula Oliveira, o Brasil deve enviar nesta sexta-feira, 12, uma queixa formal à ONU. O Itamaraty vai pedir para que a Alta Comissária de Direitos Humanos da ONU, Navi Pillai, se pronuncie de forma urgente sobre o caso e condene os ataques.
"Não podemos fazer nenhum pré-julgamento, mas há uma aparência evidente de xenofobia, o que é uma coisa preocupante", afirmou nesta quinta-feira, 12, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim. Na avaliação do ministro, o fato de não ter havido roubo ou estupro indica que as agressões - que resultaram na perda dos dois bebês que Paola estava esperando - devem ter sido motivadas por preconceito.
O Itamaraty pressiona governo e polícia suíços para que investiguem de forma "rigorosa e transparente" o caso. A preocupação brasileira foi manifestada pelo chefe do Departamento das Comunidades Brasileiras no Exterior, Eduardo Gradilone, ao encarregado de negócios da Suíça no Brasil, Claude Crottaz, em reunião nesta quinta.
"A Suíça não tem interesse em manter uma imagem negativa em relação a esse tema", afirmou Amorim. "Houve um plebiscito sobre um tema correlato que foi derrotado pelo povo suíço, no domingo", acrescentou, referindo-se à votação sobre uma proposta de veto ao ingresso de trabalhadores búlgaros e romenos na Suíça.
Segundo o chanceler, a Embaixada do Brasil em Berna já foi mobilizada para fazer o mesmo tipo de representação junto ao governo suíço. Nesta quinta, a cônsul-geral do Brasil em Zurique, Vitoria Cleaver, esteve com autoridades policiais suíças e pediu transparência para que o governo possa acompanhar as investigações.
"Evidente que é um caso chocante. Tomamos as medidas que devíamos tomar junto ao governo suíço das várias formas que podíamos tomar, tanto diretamente junto às autoridades policiais de Zurique quanto em relação à chancelaria em Berna e à Embaixada da Suíça no Brasil, e estamos aguardando os desdobramentos disso", disse Amorim.
"Fomos vítimas de xenofobia"- declara pai da brasileira
O ex-professor universitário e assessor parlamentar Paulo Oliveira, pai da brasileira , disse na quarta-feira 11, ao Estado que está "chocado".
Paulo desembarcou na manhã de ontem em Zurique. "O obstetra cuida das sequelas do aborto sofrido pela Paula e hoje à tarde (ontem) o hospital convocou-a para tomar um coquetel antiviral", contou. O Itamaraty recomendou à cônsul-geral do Brasil na Suíça, Vitória Clever, que pressione as autoridades. O Brasil só fará um protesto oficial se confirmada a motivação neonazista do grupo.
"Eu não fui à polícia, mas conversei com a embaixadora (Vitória Clever). A polícia não se mexeu. Uma das siglas tatuadas no corpo da minha filha é de um dos partido do governo. Não sei se esse mutismo da polícia é o estilo helvético de trabalhar ou se é decorrência dos sinais de embaraço administrativo da polícia com a política. Uma conveniência. A polícia mostrou-se mais preocupada em questionar a minha filha sobre se não havia sido ela que se mutilou. Se aquilo era real ou tinha sido fabricado. Como pode! Ela ficou em estado de choque, sofreu um aborto e perdeu as gêmeas. A Paula estava falando com a mãe ao telefone celular e acho que isso (falar em português) pode ter sido o gatilho que atraiu os agressores. Mas as torcidas organizadas (neonazistas) estavam claramente atrás do time adversário."

link do postPor anjoseguerreiros, às 08:42 

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