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30.3.09
Estudo realizado por plano de saúde mostra que metade das pacientes pesquisadas, com idades entre 50 e 69 anos, não fez mamografia nos últimos dois anos. Faixa etária é a de maior incidência de tumores de mama

Rio - As mulheres, tradicionalmente cuidadosas com a saúde, estão deixando de fazer exames fundamentais, e a razão não é a falta de acesso ou dinheiro. Levantamento nacional feito pela Golden Cross mostrou que metade das mulheres pesquisadas, com idades entre 50 e 69 anos — faixa de maior risco para o câncer de mama —, não fez mamografia nos dois últimos anos.
“O dado nos chamou atenção porque são mulheres que pagam, que têm acesso à mamografia, um exame que não depende nem de autorização. Uma das justificativas pode ser o ritmo agitado da vida: às vezes acaba sobrando pouco tempo. Geralmente a pessoa não tem sintomas, não tem histórico e acaba não fazendo a mamografia”, opina a diretora médica do convênio, Roberta Iachini. “Outras acreditam que não precisam mais fazer o exame devido à idade”, afirma.
Ao todo, 108 mil mulheres com idades entre 50 e 69 anos não fizeram o exame, que segundo recomendação do Instituto Nacional de Câncer (INCA) deve ser realizado pelo menos uma vez a cada dois anos. Todas receberam uma mala direta alertando para o risco da doença. “A partir dos 50 anos, a incidência de câncer de mama chega a aumentar dez vezes”, afirma o médico Ronaldo Correa, do INCA.
Aos 50 anos, a dona de casa Elaine Castro descobriu em fevereiro, durante um exame de rotina, que estava com câncer na mama direita. “Quando descobri, achei que ia morrer. Mas o câncer não é só uma doença, é uma luta para sobreviver porque há tratamento. O mais importante é o diagnóstico precoce”, diz Elaine, que tem recebido total apoio da família durante o tratamento.

Diagnóstico aos 59 anos
A idade média para o diagnóstico de câncer de mama no Brasil está em 59,3 anos. Essa é uma das principais conclusões do Projeto Amazona, desenvolvido pelo Grupo Brasileiro de Estudos de Câncer Mama, apresentando na terceira edição da Conferência Brasileira de Câncer de Mama. Segundo o trabalho, realizado com 4.912 mulheres com a doença, apenas 25% das pacientes estudadas tinham menos de 50 anos.

Colaborou Mariana Muller


link do postPor anjoseguerreiros, às 11:30  comentar

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colaboradores: carmen e maria celia

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