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31.3.09
Depoimento de uma leitora, deixado no blog em 28 de março de 2009, às 19:34 hs

sonia andrade disse...
Hoje moro em New York com minha filha Mariana que hj esta com 17 anos e foi abusada pelo pai biologico dos 8 aos 12 anos.Quando descobri o q acontecia comecou uma longa caminhada.Delegacia da Mulher, Forum da Infancia e da Juventude, recebemos varias visitas da Assistente Social q preparou um relatorio totalmente favoravel para indiciar o maldito, psicologas que trabalham especificamente em caso de abuso o Crame em Sao jose do Rio Preto, foram muitas idas e vindas para q o relatorio chegasse bem ao ministerio publico e ele fosse indiciado por esse crime barbaro que cometeu com a propria filha ao longo dos anos.Uma luta incessante eu travei, para chegar no final o caso ser arquivado por falta de provas.Primeiro o q sei eh que esse tipo de crime nao existe provas, pois o abusador tem uma grande capacidade de esconder de fazer tudo tao bem escondido que no final so sobra a palavra da crianca como prova, mas a riqueza de detalhes e o sofrimento estampado no rosto de minha filha nao foram motivos suficientes para que o promotor acreditasse na culpa desse carrasco e arquivasse o caso deixando mais um louco solto pra cometer outros crimes igualmente horrendos.Minha filha tem grandes sequelas desses abusos que sofreu durante anos e com muita frequencia e a justica brasileira nada fez.Tudo isso pra mim e demagogia pura, nao adianta a gente se expor, expor as nossas filhas a repetirem exaustivamente a mesma historia, chorando a cada relato e se envergonhando diante de pessoas que supostamente estariam ali para ajudar.Mas ma verdade o que eles procuram, ministerio publico, Crame, Delegacia da Mulher, sao estatiscas para serem a presentadas para a Onu, ou sei la mais pra quem.Minha filha se tormou estatisca nesse pais sem lei e sem coerencia.Foi mais uma vez abusada, dessa vez pola chamada justica, e ESTATUTO DA CRIANCA E DO ADOLECENTE, me enoja ter passado por tudo que passei, me enoja a justica brasileira.Meu sonho era falar tudo isso em rede nacional e demascarar esse esquema governamental que pra mim nao passa de uma comedia.Hoje estou aqui na America tentando ajudar minha filha que e uma sobrevivente do Abuso Sexual, que foi covardemente calada pela Justica Brasileira enquanto o agressor goza de plena liberdade para cometer novos crimes ja que ficou constatada a impunidade que circula solta por esse pais que naum considero mais como meu, somos pessoas sem patria, sem referencia, porque um pais que desconhece vitimas de pedofilia cometida pelo proprio pai naum pode ser patria de pessoas que sofrem de abuso e sim e patria de abusadores como Andre Luis da Silva Barbosa, que acabou com nossas vidas deixando em nos marcas irreversiveis
Que dizer a esta mãe indignada?
Qual justiça pode existir em deixar solto um indíviduo asqueroso, cruel, animalesco que comete um ato abominável de abusar sexualmente de sua própria filha?????????????
Que comentário fazer sobre uma justiça desigual, que, inexplicavelmente favorece a alguns e onde os pratos da balança parecem nunca se equilibrarem?
Condena à 94 anos a dona da Daslu, por sonegação de impostos, mas permite a liberdade de um ser repulsivo, que manteve relações com a própria filha, durante anos?
Essa mesma justiça é a que liberta o jornalista Pimenta Neves, réu confesso do assassinato á sangue-frio, de sua namorada e condena a família das vítimas perpetuamente ao sofrimento.
Como nem sempre acarreta lesão corporal, a violência sexual contra crianças e adolescentes esbarra em um entrave para a denúncia, investigação policial e condenação do abusador: a falta de provas. Acrescenta-se a isso o fato de que o vitimizador quase sempre tem um perfil não condizente com o de um agressor.
A violência sexual não depende de fatores socioeconômicos. Ela aparece em todas as classes sociais. A maioria das denúncias vem das classes mais baixas, mas é preciso levar em conta que a maioria da população está na classe mais baixa. A denúncia geralmente é feita por um familiar, como a mãe ou a avó, ou alguém que cuida da criança, como a professora da escola, que toma conhecimento do problema. Mas há as denúncias anônimas. São pessoas próximas à vítima e que percebem o fato, mas que não querem se identificar.
O maior problema é a prova, porque a Justiça não pode condenar ninguém sem prova por causa do princípio da presunção de inocência do indivíduo. Se não há indícios suficientes da autoria do delito, não se consegue a condenação.
Em alguns desses crimes, a violência não é um ato de lesão corporal, mas apenas mental. Ou seja, quando a criança é submetida a práticas sexuais orais, à felação , a apalpar o corpo dela, são fatos que não deixam vestígios. A lesão é apenas psicológica. Não há uma violência física que se pode constatar. Nesses casos, as provas são difíceis. Depende-se do parecer psicológico, estudo e análise dos fatos para que se consiga subsídios mínimos para uma acusação e condenação. E quando tudo isso é conseguido, nem sempre a justiça é feita, como no caso de nossa amiga leitora.
Mas, independente de frustrações ao longo do caminho legal, é muito importante conseguir fazer cessar a situação de violência. tirando a criança do convívio com o agressor. A maioria dos casos de violência sexual é continuada. Pode não haver uma agressão física, mas há uma reiteração da conduta sexual violenta. Isso vai levar a criança ao longo da vida a traumas sexuais muito grandes, a desvio de condutas e distúrbios de personalidade.
As denúncias demoram bastante a serem feitas. Há casos em que a criança conta para a mãe ou para algum parente mas essa pessoa não acredita. Até que ela resolve contar para a professora, que acredita no relato e a escola assume a responsabilidade da denúncia. Há uma reticência em tomar o relato da criança como verdadeiro. Isso talvez aconteça, em parte, porque a violência sexual é um crime abominável; é uma coisa tão hedionda, tão horrenda, que as pessoas custam a aceitar que ela esteja efetivamente ocorrendo.
O agressor sexual é um psicopata, que tem um desvio de comportamento sexual; é uma pessoa que tem um comportamento normal no seu cotidiano: trabalha, tem um perfil pacato, que não é violento, nem briguento. Portanto, sempre desconfie se seu filho trouxer à tona relatos de abuso.
Procure ajuda e não desista enquanto não a obtiver. Infelizmente, nossa leitora Sonia não teve a resposta justa a sua súplica, mas que seu relato sirva de exemplo para as autoridades a que competem o julgamento destes crimes; as marcas são para toda vida.
link do postPor anjoseguerreiros, às 10:16 

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