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26.5.09
Fotos provocantes em sites de relacionamento ou uso de avatares com figuras “sexies” –como os que podem ser criados no aplicativo BuddyPoke do Orkut– aumentam os riscos de adolescentes sofrerem violência, afirma um estudo, a ser publicado na edição de junho da revista “Pediatrics”.
A pesquisa, feita pelo Cincinnati Children’s Hospital Medical Center de Ohio (EUA), mostrou que, além de históricos de violência infantil, o uso de uma identidade on-line provocante também aumenta o risco de garotas se tornarem vítimas de alguém que elas conheceram por intermédio da internet.
O estudo teve como objetivo identificar os fatores de risco ligados ao aumento das taxas de vitimização de crianças que tiveram origem na web. De acordo com os autores, muitos dos crime sexuais iniciados na internet são originados em sites de relacionamento, cujo uso exige a criação de identidades on-line.
Os pesquisadores descobriram que as meninas são mais suscetíveis a experimentar assédios sexuais na internet ou ter encontros pessoais com quem conheceram na rede, caso elas já tivessem histórico de violência antes ou se criassem um avatar (imagem digital criada para representar o usuário on-line) provocante.
Em alguns sites e aplicativos, como no BuddyPoke, do Orkut, e no mundo virtual Second Life, usuários podem criar um personagem para representá-los no mundo virtual. Os internautas têm centenas de possibilidades de tamanhos e formas e podem escolher entre pessoas completamente vestidas até quase nuas.
Sites como Orkut e Facebook permitem autodescrições e fotografia em seus perfis. Mas, mesmo nesse caso, os usuários podem escolher o que postar, “moldando” sua personalidade on-line.
Os pesquisadores citam no estudo o “efeito Proteus”, que significa a ideia de que a representação de alguém pode afetar seu comportamento –ou o de quem o está recebendo. “As autorrepresentações podem mudar a maneira como internautas interagem, de uma forma que aumenta o risco de assédiSegundo o site da rede norte-americana CNN, participaram da pesquisa 104 meninas que haviam sofrido violência infantil –negligência por parte dos pais, abusos físico ou sexuais– e 69 que não, com idades entre 14 e 17.os sexuais on-line.”
Os autores pediram que as crianças criassem avatares em simuladores e descobriram que aquelas que criaram avatares mais provocantes eram as que já haviam sofrido algum tipo de assédio na internet.


Gazeta do Sul
link do postPor anjoseguerreiros, às 20:54  comentar

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colaboradores: carmen e maria celia

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