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16.4.09

Empresária seria internada por crise de depressão

Roselani Radaelli Picinini D'Ávila afirmou em depoimento à polícia que matou para não ser internada por depressão. Dona de uma fábrica de calçados em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, Roselani matou na madrugada de quarta-feira o marido, Flávio Machado D'Ávila, 54 anos, a irmã, Rosângela Radaelli Picinini de Freitas, 45 anos, e a sobrinha, Maria Francisca de Freitas. Após os crimes, ela tentou se matar, mas os ferimentos, feitos com faca, não foram fatais. De acordo com a delegada, a empresária fez consulta com uma psiquiatra e começou no último sábado a tomar medicação contra depressão. A médica recomendou a internação de Roselani na segunda-feira, mas a empresária pediu para que a medida fosse transferida para o dia seguinte. Foi quando ela matou o marido e, em seguida, a irmã e a sobrinha.
Roselani confessou os crimes nesta quarta-feira e está internada no Hospital Municipal, em Novo Hamburgo. Autuada em flagrante por triplo homicídio, deve ser encaminhada ao presídio assim que receber alta.
A empresária manteve a rotina após cometer o primeiro assassinato. No intervalo entre a morte de Flávio e da irmã, Rosângela, a empresária foi trabalhar, pagou contas no banco e jantou em uma lanchonete com uma de suas vítimas, a sobrinha Maria Francisca de Freitas. Roselani levou a menina ao McDonald's, onde a garota contara em detalhes seus primeiros dias de aula na 1ª série do Colégio Oswaldo Cruz.
- Ela manteve a rotina na empresa, indo, inclusive, ao banco pagar contas e à igreja rezar - conta a delegada Rosane de Oliveira Olivera.
Depois, a empresária pediu à irmã para pernoitar na casa dela, um apartamento a dois quilômetros e meio da residência da empresária. Lá Roselani assistiu tevê até meia-noite.
- Ela deu banho na criança e ficou de papo com a irmã até a hora em que foram dormir.
Às 4h, Roselani pegou a faca na bolsa e golpeou a irmã, que dormia no quarto. Ao ouvir os gritos da mãe, a menina acordou e tentou correr até a porta da sala para pedir socorro. Quando girava a chave, a menina foi atingida com a primeira facada. Após atacar a menina, a empresária também se feriu, mas sem gravidade. Neste momento, Roselani tentou se matar.
Vizinhos ouviram os gritos e chamaram o irmão da empresária que foi até o prédio e, perto das 5h, arrombou a porta, encontrando Roselani agonizando. Ela foi levada ao Hospital Municipal, onde foi medicada e interrogada pela polícia à tarde.
A empresária contou em detalhes a sequência dos fatos à delegada Rosane durante depoimento de três horas.
- Ela teve tempo de desistir e, mesmo assim, matou a irmã e a sobrinha - disse a delegada
O delegado Nauro Osorio Marques, da 2ª Delegacia de Polícia de Novo Hamburgo, confirmou que o apartamento da família de Roselani estava em processo de penhora. Roselani confessou a morte do marido, da irmã e da sobrinha. A motivação dos crimes seria também financeira. A Aveto Lucca, empresa do casal, estaria endividada.
Segundo Marques, os assassinatos foram premeditados. Segundo ele, a mulher telefonou ontem a um sobrinho dizendo para ele ir na manhã do dia seguinte ao apartamento onde morava com o marido para buscar um envelope. O plano serviria para que o corpo do marido fosse encontrado.
- Vamos esperar o resultado da necropsia, pois não descartamos que o marido morto tenha sido sedado antes do ataque.
A intenção da empresária era "eliminar as pessoas que ela ama para não sofrerem", conforme Roselani escreveu em cerca de mais de 10 cartas deixadas para a mãe dela.

Em carta, empresária manifestou intenção de também matar a mãe

Em uma das cartas escritas pela empresária Roselani Radaelli Picinini D'Ávila, ela manifesta a intenção de matar a própria mãe, além do marido, da irmã e da sobrinha.
Roselani cita na missiva endereçada à cunhada: "Acredite, não estou louca, sei o que fiz e o que vou fazer ainda hoje (...) Faltará levar junto minha mãe, mas não conseguirei". Um dos investigadores da Polícia Civil disse que a empresária ainda não foi inquirida sobre esse assunto, mas isso deverá ser abordado.
Em outro trecho, Roselani relata ter uma dívida de R$ 180 mil com a cunhada, e informa a maneira de quitar o valor. Ela comenta a situação da empresa: "Amo demais o Flávio para vê-lo sofrer. Sei que a fé dele era muito superior à minha, mas não sei baseado em quê, pois não temos mais volta. Devemos muito".
Parte de uma das cartas é dedicada a explicar os motivos dos crimes. Sobre o marido, a empresária cita como motivação para seu assassinato "amor" e "achar injusto deixar ele com toda a carga sozinho". Quanto a Rosângela, a explicação é "porque também está infeliz". Por fim, conta sentir por Maria Francisca "muito medo do sofrimento dela no futuro".

Fonte: Zero Hora(Porto Alegre)
Globo On-Line

Fotos: Blog Gente Sem Futuro
link do postPor anjoseguerreiros, às 12:42  comentar

De carmen a 18 de Abril de 2009 às 16:39
Vc tem toda a razão!Não podemos ignorar os avisos.
obrigada por sua colaboração!
Volte sempre!
Carmen e Maria Celia

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