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21.5.09
Teve início no Burundi o julgamento de 11 acusados de matar 12 albinos.

Este é o primeiro julgamento no país africano ligado à recente onda local de crimes contra albinos, que causou a morte de mais de 50 pessoas.
Todos os 11 acusados negam envolvimento. Se condenados, eles podem pegar penas de prisão perpétua.
A polícia acredita que partes dos corpos de albinos mortos foram contrabandeadas para fora de Burundi e vendidas na Tanzânia para serem usadas em rituais de feitiçaria.
Curandeiros da região dizem que rituais com partes de corpos de albinos trazem sorte no amor, vida e negócios.
Na Tanzânia, mais de 40 albinos foram mortos recentemente.
Uma associação que defende os direitos dos albinos no Burundi afirma que as autoridades finalmente parecem estar levando a sério os assassinatos, mas que são necessárias mais ações para proteger os albinos - pessoas que sofrem de albinismo, condição marcada pela ausência de melanina, pigmento que dá cor à pele, no organismo.
Pelo menos 200 pessoas foram presas em conexão com o contrabando para a Tanzânia, mas ninguém foi condenado até agora.
Fonte: BBcrasil
A falta de pigmentação na pele é um estigma em muitos países da África
Uma menina de seis anos decapitada e desmembrada na frente de seus pais, em Burundi; duas mães atacadas com facões por se negar a entregar seus filhos, dessa vez na Tanzânia; também nesse país, um homem preso por tentar vender sua esposa a dois congoleses. Essas são algumas das agressões que ocorreram somente em uma semana.
Agora você pode se perguntar o porquê de tantos crimes. Ou qual era o pecado dessas vítimas? Apenas ser albino, condição genética que os martiriza ao ponto de que outros seres inescrupulosos os utilizem para lucrar. A falta de pigmentação na pele, de que padecem esses seres humanos, é um estigma em muitos países na África. Com freqüência, eles são acusados de bruxaria e sofrem o repúdio de suas comunidades e familiares.
Mas nos últimos tempos se iniciou uma monstruosa crença que, alimentada pelo fetichismo e pela superstição, faz deles vítimas de um contrabando macabro. O massacre resulta de que os curandeiros tribais da zona [Leste africano] preparam supostas poções mágicas a partir do sangue e de partes do corpo dessas pessoas, para ajudar aqueles que as ingerem a conseguir riquezas.
Segundo o tenebroso costume, um menino albino é uma “maldição”, e por isso esses vivem como vítimas de doenças e afastados da sociedade. Mas seus braços, pernas, cabelo, pele e genitais têm subido de preço no mercado africano da magia negra.
Na Tanzânia, um país de 39 milhões de habitantes, se estima que há cerca de 270 mil albinos. No último mês, ao menos 15 deles foram assassinados ou mutilados. A prática macabra cruzou a fronteira para o Burundi, ao ponto em que um grupo de 50 albinos teve de refugiar-se em um centro rural feito para eles pelas autoridades, longe de seus captores inescrupulosos.
O albinismo é uma condição do organismo causa pela deficiência de melanina, substância que se encarrega de dar pigmentação à pele. Segundo puderam determinar as autoridades da Tanzânia, estes crimes estão associados ao setor da mineração porque, segundo certas superstições, as partes dos albinos dão boa sorte, seja para escapar da morte nas minas ou para encontrar os melhores depósitos de minérios.
Segundo declarações de Samuel Mluge, presidente da Associação dos Albinos da Tanzânia (TAS, em inglês), este gravíssimo problema vai mais além de suas possibilidades de ação, e o mais perigoso é que ele está se estendendo e precisa ser combatido pelas autoridades da União Africana. Só no mês de outubro foi detida meia centena de bruxos e pessoas envolvidas nos ataques a albinos, que se somam às mais de cem detenções desde abril, quando Benjamin Mkapa, o presidente da Tanzânia, condenou a prática e designou uma parlamentar com albinismo para defender os direitos da comunidade marginalizada. Reagrupados e logo em seguida encerrados em centros assistenciais com proteção policial dia e noite, esses seres humanos, que agora vivem aterrorizados pelo risco que correm, só pedem ajuda.
POR: Yailé Balloqui Bonzón
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colaboradores: carmen e maria celia

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