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31.12.08
ATENÇÃO!!!!

RIO - Pediatras devem estar mais atentos ao câncer infantil. Este é o apelo que fazem o diretor do Instituto Nacional do Câncer (Inca), Luiz Antônio Santini, e o presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica, Renato Melaragno. Os dois participaram do lançamento nesta quinta-feira, Dia Nacional de Combate ao Câncer, do estudo "Câncer na criança e no adolescente no Brasil: dados dos registros de base populacional e de mortalidade". O levantamento mostra que o câncer já é a primeira causa de morte por doença em crianças entre 5 e 18 anos, perdendo apenas para óbitos por causas externas como violência e acidentes. Os tumores infantis correspondem a 3% do total de cânceres no país. A previsão é que até o fim do ano 9,5 mil novos casos sejam diagnosticados em 2008, um a cada hora." Quando uma criança tem câncer, a família toda adoece. Quando essa criança morre, a família fica doente para sempre. Não há tratamento para isso. (R. Melaragno, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica) "- Os sintomas de câncer são muito semelhantes aos de outras doenças da infância. O pediatra tem que incluí-lo no painel de possibilidades de diagnóstico. E normalmente ele não pensa nisso - afirma Melaragno.Segundo Santini, o diagnóstico precoce é fundamental para que os pequenos pacientes atinjam a cura, que atualmente pode chegar a 85% dos casos, dependendo do tipo.- Diferentemente do que ocorre com o câncer em adultos, quem faz o diagnóstico do câncer infantil não é o oncologista. É o pediatra, o médico de família. E estudos mostram que entre a primeira visita ao pediatra e o diagnóstico há um intervalo de quatro a seis consultas. Isso pode ser um tempo muito grande. O objetivo é encurtar ao máximo esse tempo - afirma Santini. - Quando uma criança tem câncer, a família toda adoece. Quando essa criança morre, a família fica doente para sempre. Não há tratamento para isso.Por este motivo, a chefe da Pediatria do Inca, Sima Ferman, defende que, sempre que possível, a criança seja acompanhada pelo mesmo profissional:- Se num primeiro momento, o pediatra viu a criança e não suspeitou do câncer, numa segunda visita, vão surgir sinais que vão fazê-lo suspeitar de câncer. Qualquer sintoma persistente deve ser levado em consideração porque criança não inventa sintoma. Se ela diz que está com dor de cabeça, ela está com dor de cabeça.O levantamento realizado pelo Inca é o primeiro a reunir dados dos Registros de Câncer de Base Populacional (RCBP) e do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM). Vinte cidades enviaram dados sobre a doença: Aracaju, Belém, Belo Horizonte, Campinas, Campo Grande, Cuiabá, Curitiba, Distrito Federal, Fortaleza, Goiânia, Jaú, João Pessoa, Manaus, Natal, Palmas, Porto Alegre, Recife, Salvador, São Paulo, Vitória. O Rio não foi incluído no estudo porque, segundo o Inca, não há registros da Secretaria estadual de Saúde.- Não tínhamos no Brasil ainda dados precisos sobre a situação no país. Nossos dados eram inferências da literatura internacional - afirma Santini, explicando que a publicação vai ajudar a nortear as políticas públicas de controle e tratamento.As leucemias são o tipo de câncer mais comum entre crianças e adolescentes em todo o mundo. No Brasil, elas representam 29% dos casos. Já os tumores do sistema linfático (linfomas) representam 15,5% dos casos e aqueles do sistema nervoso central, 13,4%. Das 20 cidades que forneceram dados epidemiológicos para o estudo do Inca, Goiânia é aquela com maior incidência de câncer em crianças e adolescentes. Mas os médicos disseram não poder afirmar que a estatística está relacionada ao vazamento de Césio em 1987. Entre 1999 e 2003, foram registrados 212 casos em meninas e 249 em meninos. A média nacional é de 108 casos para meninas e 160 para meninos. A medicina ainda não sabe por que o câncer é mais freqüente em indivíduos do sexo masculino. Em relação à mortalidade, a média é de 40 óbitos para cada um milhão de crianças. Mas se há 30 anos a taxa de mortalidade era de 85%, hoje, em alguns casos, esta é a porcentagem da chance de cura." Há 20 anos, um diagnóstico de câncer para uma criança praticamente correspondia a uma condenação. Hoje é o contrário, a maior parte dos casos de câncer é curável. "- No geral, as oportunidades para tratamento se modificaram muito nos últimos anos. Há 20 anos, um diagnóstico de câncer para uma criança praticamente correspondia a uma condenação. Hoje é o contrário, a maior parte dos casos de câncer é curável. O importante é procurar o serviço adequado e ter o bom atendimento - diz Santini.A tradutora Helen Smith passou por isso. Há dois anos, seu filho João Guilherme, que ia completar 13 anos, recebeu diagnóstico de um câncer no cérebro, que apesar de ser o terceiro em prevalência, é o segundo em mortalidade. Antes disso, porém, chegou a ser tratado como se tivesse uma verminose, por causa de enjôos freqüentes e sonolência. Hoje, depois de ser operado e passar por ciclos de quimioterapia e aplicações de radioterapia, ele é um dos melhores alunos de sua turma do nono ano (antiga oitava série).- Os exames de rotina não mostravam nada. Depois de desmaiar duas ou três vezes, uma ressonância mostrou um tumor do tamanho de uma bola de tênis. O pior é a sensação de impotência. Se eu pudesse teria trocado de lugar com ele.Segundo os médicos, os fatores de risco não estão claros. Pesquisas mostram que consumo de determinadas drogas e alimentação incorreta da mãe podem contribuir para a incidência de câncer nas crianças..





FONTE:http://oglobo.globo.com/vivermelhor/mat/2008/11/27/inca_pede_que_pediatras_deem_mais_atencao_ao_cancer_infantil-586582965.asp
tags:
link do postPor anjoseguerreiros, às 12:07  comentar

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colaboradores: carmen e maria celia

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