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19.3.09

Nádia de Toni
Pioneiro - Caxias do Sul

A professora caxiense demitida por ter tapado a boca de um menino de cinco anos com uma fita adesiva não poderá voltar a lecionar em nenhuma das 31 escolas municipais de educação infantil. Ela ainda responderá a inquérito policial e poderá ser enquadrada por maus-tratos. A agressão ao garoto ocorreu segunda-feira na Escola de Educação Infantil Aprendendo a Viver, no bairro Pioneiro.
Após constatar ferimentos na boca do garoto, em forma de bolha, a família registrou queixa na Polícia Civil. Profissional com 10 anos de experiência, a professora era contrada dessa escolinha havia um ano. Agora, ela só terá chance de retornar ao setor público municipal se for aprovada em concurso para o ensino fundamental, uma vez que nessa outra categoria de ensino não há contratos provisórios. Entretanto, a ocorrência policial terá peso negativo em seu currículo.
A partir desta quinta-feira, a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) investigará o caso. A delegada Suely Rech tomará o depoimento da mãe do garoto, uma auxiliar de produção de 43 anos, e do menino. Também devem ser ouvidas testemunhas e a direção da escolinha para que, depois, a professora apresente sua versão. — Para determinar o tipo de pena antes é preciso verificar as circunstâncias da ocorrência e o tipo de delito. É a primeira vez que um caso desses chega à nossa delegacia — diz Suely.
O secretário municipal de Educação (Smed), Edson da Rosa, afirma que, antes desse episódio, nenhuma queixa havia sido registrada contra a professora e que a notícia foi recebida com espanto. — Não havia nada que a desabonasse — ressalta. O secretário explica que todos os educadores infantis contratados pelas 31 entidades municipais devem ter magistério com estágio, curso superior em Pedagogia, além de passar por avaliação psicológica na secretaria.Quando os professores são chamados pelas escolas, passam por novas avaliações pedagógicas e psicológicas nas próprias instituições. A professora demitida na terça-feira passou por todas essas etapas. Após a contratação, a Smed monitora os professores nos primeiros 60 dias. Depois disso, a secretaria tem contato com os educadores da rede pelo menos uma vez ao mês, nas próprias escolinhas. O acompanhamento psicológico também depende do interesse do professor, informa Edson. — Se verificamos que existe algum problema com o professor, damos atenção especial fora da escola por meio do Núcleo de Atenção ao Profissional de Educação (Naps), mas não era o caso da professora desligada — comenta o secretário.


"Tenho rezado para não me encontrar com ela", diz mãe de menino agredido pela professora.
Muito abalada, a mãe do menino passou o dia de ontem resolvendo pendências do caso registrado na Polícia Civil na terça-feira. Seu desejo é de que a professora seja punida.
Leia abaixo a entrevista concedida ao jornal Pioneiro:

Pioneiro – Como ele contou sobre o episódio da fita?
Mãe – Na semana passada, ele chegou em casa com uma marca vermelha em uma bochecha. Perguntei o que havia acontecido, mas ele fugiu do assunto. Na segunda, quando chegou com marcas semelhantes, me contou: “a profe colou fita na minha boca e, quando ela puxou, fez dodói”. Procurei a escola e aí, infelizmente, a história se confirmou. Ela (a professora) praticou a agressão pelo menos duas vezes, imagino.
Pioneiro – O que sente quando pensa na agressão?
Mãe – Senhor, em que mundo estamos vivendo! Tenho rezado para não me encontrar com ela (a professora). Não sei qual pode ser minha reação.
Pioneiro – A senhora vai deixar seu filho voltar para a escola?
Mãe – Amanhã (quinta-feira) mesmo. Ele está muito abalado, mas não diz que não quer voltar para a escola. Vou confiar na direção da escolinha, mas não ficarei 100% tranquila.
Pioneiro – Está preocupada com possíveis sequelas psicológicas no menino?
Mãe – Sem dúvida. Ele está muito estranho. Deve ter sido muito humilhante, prefiro nem pensar. Nós dois faremos acompanhamento psicológico.

Professora indiana cega aluna por não responder pergunta

Uma professora indiana colocou um alfinete no olho de uma aluna de seis anos depois que ela não soube responder uma pergunta feita em sala de aula.
A mulher será processada por tentativa de homicídio, informou a polícia do estado de Chhattisgarh.
"É um ato brutal e desumano", disse T.R. Koshima, policial indiano.
Os testes médicos revelaram que a garota ficou cega do olho direito por causa do alfinete. A professora está foragida desde que o incidente ocorreu, em novembro do ano passado, mas Koshima afirmou que a polícia recebeu uma reclamação apenas nesta quarta-feira (7).
"Nós agiremos de maneira firme", disse.
O governo afirmou que vai pagar por todos os gastos médicos da menina e pediu a polícia que amplie a operação de busca pela professora. (Folha On-Line)

link do postPor anjoseguerreiros, às 09:03 

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