notícias atuais sobre saúde, violência,justiça,cidadania,educação, cultura,direitos humanos,ecologia, variedades,comportamento
14.2.09















SÃO PAULO - Um ladrão arrependido resolveu devolver para as vítimas uma cadela poodle que ele havia roubado de uma casa do Jardim Panorama, em Bauru, a 335 quilômetros da capital. Na quarta-feira, sem se identificar, o criminoso ligou para uma das vítimas dizendo que havia deixado a cachorrinha em uma casa abandonada, na mesma rua onde ocorreu o assalto, no último domingo. No dia do roubo, os bandidos aproveitaram a ausência dos moradores para fazer um "limpa" na residência. Foram levados dois laptops, duas filmadoras, celulares, relógios, um aparelho de GPS, folhas de cheques, cartões bancários, documentos, roupas de bebê, além de R$ 50 mil em joias. Mas foi o fato de terem levado Hálicy - uma poodle micro toy de três anos - que deixou a família abatida.
A empresária Rosângela Gimenez, de 50 anos, conta que, do dia do crime até a quarta-feira, a casa da família era só tristeza.
- Quando descobrimos que tinham levado a Hálicy ficamos chocados. Entrei em depressão. Não comia, nem dormia direito. Ninguém aqui em casa falava mais nada - lembra.
O silêncio só foi interrompido na quarta-feira, às 16h, quando o filho mais novo de Rosângela, Felipe Gimenez, de 20 anos, deu a notícia: os ladrões ligaram e iriam devolver Hálicy. No começo, o estudante achou que era trote.
- Foi muito rápido. Ele falou que queria devolver a cachorra, pediu desculpas e disse que só roubou a nossa casa porque não teve as mesmas oportunidades na vida que eu. Falou que a Hálicy estava em uma casa abandonada na esquina da rua e desligou - contou Felipe.
O jovem só acreditou quando foi ao local indicado e achou a cadelinha. Para a polícia, os bandidos podem ter ficado com medo da repercussão que o caso ganhou na imprensa e decidiram se livrar do problema.
- Por eles terem levado a cachorra, o caso chamou a atenção da comunidade, por meio dos jornais. Eles devem ter ficado com medo - afirmou Antonio Carlos Gimenez, dono de Hálicy.
Já a religiosa Rosângela tem outra opinião:
- A gente ofereceu recompensa e ele não pediu nada. Para mim, Deus tocou o coração desse bandido - afirma.


Ataques na zona sul da capital


Na zona sul da capital paulista, os donos de cães de raça estão assustados com o roubo de animais. Dificilmente as famílias conseguem recuperar os animais de estimação. O cachorrinho shih-tzu com pelagem branca e creme, de 2 anos, (foto ao lado) sumiu durante instante de distração da dona.
- Quando chamei pelo nome dele, Roger, o meu vizinho de frente falou assim: 'Ah, é um pequenininho? Três rapazes de bicicleta levaram ele' - conta Solange Sotti, dona-de-casa.
Roger foi levado no dia 22 de janeiro e não apareceu mais. Solange registrou até um boletim de ocorrência na polícia, espalhou cartazes, faixas e mobilizou a vizinhança na tentativa de encontrar o cão de estimação do neto, mas não adiantou.
- Fiquei mais triste, não consigo dormir todo dia, sempre fico pensando nele à tarde - diz Gabriel Sotti, de 7 anos.
A família mora no Jardim Santo Antônio, um bairro residencial. Pelo bairro também estão se tornando frequentes os relatos de desaparecimento de cães de raça. Os moradores acreditam que eles estejam sendo vendidos ou trocados por drogas.
- Aqui nessa rua já houve mais de quatro, cinco casos, com pessoas que já nem moram aqui e pessoas que não quiseram dar depoimento por medo, porque têm outros animais e têm medo que venham envenenar, roubar de novo - diz a dona de casa Eliete Pereira Santos.
Eliete diz que um de seus cães foi recuperado na favela, A nova dona não queria devolver.
- Ela só queria devolver se ele chamasse pelo nome e ela (a cadela) fosse. Aí ele chamou e ela veio, por isso que ele trouxe a cachorra - lembra Eliete.


link do postPor anjoseguerreiros, às 11:59  comentar

pesquisar
 
colaboradores: carmen e maria celia

Fevereiro 2009
D
S
T
Q
Q
S
S

1
2
3
4
5
6
7

8
9




arquivos
blogs SAPO