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14.3.09
RIO - Toda noite, um em cada três brasileiros sofre para pegar no sono. Este é o resultado do mais novo estudo da Sociedade Brasileira do Sono (SBS), que entrevistou cerca de 43 mil pessoas em todo o país. Os problemas financeiros, as questões familiares e os distúrbios de saúde são os principais vilões do descanso dos brasileiros, de acordo com a SBS.
Das pessoas que enfrentam dificuldades para pegar no sono, apenas 15% costumam procurar ajuda de um médico, e, mesmo assim, somente depois de meses de insônia, apontou também o estudo da SBS.
Outro dado da pesquisa é que os homens costumam dormir melhor que as mulheres, e o sono deles costuma ficar mais agravado com o aumento de peso e o sedentarismo.
- As mulheres, além de terem uma pré-disposição genética à insônia, sofrem com as jornadas duplas e triplas de trabalho. Além disso, elas sofrem mais com as alterações hormonais, o uso de drogas diversas, principalmente farmacêuticas, e o implacável estresse diário - explica a neurologista Andrea Bacelar, especialista em medicina do sono e uma das coordenadoras do estudo.
A médica alerta que a falta de sono crônica pode causar doenças, entre elas diabetes, hipertensão, e obesidade.
- Nosso corpo e nosso sistema nervoso central necessitam de um tempo para restaurar a energia gasta durante um dia em atividades física e mental. Quando não temos uma rotina cotidiana e não respeitamos o nosso relógio biológico, nossas funções fisiológicas ficam desreguladas, gerando sofrimento de todos os sistemas do corpo - explica a médica.
A neurologista alerta que a falta de sono inibe a produção de insulina e eleva a quantidade de cortisol, o hormônio do estresse, aumentando o risco de diabetes. No caso da hipertensão, o sono desregulado aumenta a carga de adrenalina no corpo, acelerando a freqüência cardíaca e a pressão arterial. A insônia também diminui a leptina, hormônio que regula a queima de gordura, e aumenta a grelina, hormônio que estimula a fome.
Para saber se a qualidade do sono está ruim, o ideal é prestar atenção nos seguintes sintomas: fadiga, sonolência diurna, pouca concentração, irritabilidade, mudanças de humor, dor de cabeça, alterações na libido e ansiedade.
- A longo prazo, um sono ruim provoca riscos mais graves como a fraqueza, o envelhecimento precoce, a diminuição do tônus muscular, o comprometimento do sistema imunológico, a tendência a desenvolver doenças crônicas e a perda crônica da memória - completa.
Andrea Bacelar afirma que, em último caso, a solução pode estar nos medicamentos, que hoje estão mais eficientes e têm menos efeitos colaterais que os tranquilizantes do passado.
- Porém, eles só devem ser tomados com orientação médica. A auto-medicação pode piorar o quadro e prejudicar a saúde.


link do postPor anjoseguerreiros, às 16:34  comentar

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colaboradores: carmen e maria celia

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