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20.3.09
O comerciante André Luiz Centurion deve ser afastado das investigações envolvendo o crime de pedofilia. Na tarde de ontem, quinta-feira, ele prestou depoimento na CPI da Pedofilia, do Senado, instalada em Catanduva e negou qualquer participação nos episódios envolvendo abusos sexuais em menores. Segundo ele, apenas foi arrolado no caso por conta de uma foto tirada com um dos suspeitos numa festa há dois anos. Esta foto foi parar no Orkut. Os senadores Magno Malta e Romeu Tuma, que o ouviram, reconheceram que não existem indícios suficientes para apontarem o comerciante como um dos que fazem parte da suposta rede de pedofilia. No final do dia, o Tribunal de Justiça concedeu Habeas Corpus para Centurion e para o almoxarife Eduardo Augusto Arquino. A situação de Arquino é um pouco diferente pois apesar de negar a participação nos crimes, ele reconheceu conhecer e frequentar a casa de outro suspeito, William Souza, sobrinho de Zé da Pipa, o borracheiro apontado como "o olho do furacão" das denúncias.

O segundo dia dos trabalhos da CPI da Pedofilia em Catanduva começou morno. Uma mãe denunciou que um outro filho, que até aquele momento não havia sido arrolado nos autos, também teria sido vítima dos ataques de Zé da Pipa. O borracheiro foi acusado de esfregar o pênis na criança. No período da tarde, os senadores ouviram todos os suspeitos no caso. Um dono de lan house na cidade negou a participação em rede de pedofilia, informando que seu estabelecimento recebia as crianças após o período escolar, mas que os sites pornográficos eram bloqueados. No início da tarde já circulava pela Câmara Municipal a informação de que nenhum dos acusados iria usar a chamada "delação premiada".
Foram ouvidos então o almoxarife Eduardo Arquino, o comerciante André Centurion, o próprio Zé da Pipa e seu sobrinho William. Os senadores interrogaram Arquino e Centurion, sendo um pouco mais incisivos com Arquino. Centurion, ao contar a sua história - casou-se há poucos meses e mora em São Paulo - passou a ser poupado. Sua libertação foi considerada normal pelos senadores. "Não há indícios, no momento, de sua participação" disse Malta.


SILÊNCIO
O depoimento mais esperado ficou sendo o de Zé da Pipa. E que também foi o que mais indignou a população. Em completo silêncio, o borracheiro negou-se a responder as perguntas formuladas pelos senadores. Magno Malta chegou a ser irônico diversas vezes, tentando atingir o borracheiro de uma forma que falasse algo. Já Romeu Tuma perdeu a calma, dizendo ao acusado que ele iria ver o que era bom na prisão. "Você vai dançar o Calypso para os presos" disse Tuma, numa referência à informação no inquérito policial de que Zé da Pipa dançava com as crianças, nu, as músicas do grupo brasileiro. Foram ouvidos ainda dois menores apontados como participantes no crime, que mostraram-se "surpresos" com a presença ali. Negaram o crime. William Souza também, negou participação nos abusos sexuais. O presidente do Conselho Tutelar de Catanduva também foi ouvido. Ele teve que rebater as informações de que o conselho foi omisso ao tomar conhecimento das denúncias envolvendo menores. Respondeu que apenas seguiu os trâmites da lei. A atuação do Conselho Tutelar em Catanduva vem sendo muito criticada pela sociedade. Os atuais conselheiros foram eleitos pela população, mas até mesmo o judiciário não está satisfeito com os resultados obtidos.


MACCHIONE
Outro que foi ouvido - rapidamente - pela CPI foi o prefeito Afonso Macchione. Ele prometeu tomar para si a responsabilidade de comandar uma força tarefa no Jardim Alpino para visitar as famílias e dar condições sociais para uma recuperação. Macchione chegou a ser elogiado pelos senadores, que o qualificaram como "simpático". Na madrugada desta sexta-feira, um líder de bairro foi irônico. "Então, será que vamos ver o prefeito, finalmente, andando a pé em em algum bairro?".


CRIANÇAS
Os trabalhos da CPI acontecem nesta sexta-feira de forma parcial. Os senadores voltam para Brasília, e as crianças serão ouvidas pela juiza Sueli. Segundo Magno Malta, a decisão tirará uma pressão dos ombros das próprias crianças.


VÍDEO
Em sua edição impressa de quinta-feira, o jornal Diário da Região, de Rio Preto, publicou matéria informando que um video havia surgido nos autos e demonstrava os abusos sexuais contra as crianças, inclusive com a imagem de suspeitos. A matéria informava que as mães haviam ficado alarmadas com o vídeo e que o presidente da ONG do Alpino, Geraldo Corrêa, iria assistir às imagens para identificar os suspeitos. Logo no início da manhã verificou-se que a matéria era inconsistente. No jargão jornalístico, "uma barriga". O site Passando a Limpo procurou os autores da matéria, e conseguiu falar com o repórter Allan de Abreu. O jornalista explicou que não havia feito o texto, que era de responsabilidade da redação do jornal. Posteriormente, responsabilizaram o senador Romeu Tuma pela informação inverídica. Hoje, nesta edição de sexta-feira, o jornal volta a apontar Tuma como o autor da confusão. O próprio senador reconheceu o erro. O site Passando a Limpo - que havia publicado a matéria - retirou o material do ar logo ao ser confirmada a inconsistência das informações.


link do postPor anjoseguerreiros, às 10:03 

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