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19.3.09
IAUNDÊ - Em uma missa para 60 mil fiéis durante o terceiro dia de sua primeira visita à África, o Papa Bento XVI disse nesta quinta-feira, em Iaundê, em Camarões, que o país e o continente estão em perigo devido à ação de pessoas "sem escrúpulos que tentam impor o reinado do dinheiro". O pontífice disse que, contra as "falsas glórias" e os "falsos ideais", é preciso que a África reconheça Deus para se tornar o "continente da esperança". Ele também defendeu que muçulmanos e cristãos devem rejeitar a violência interreligiosa.
- Neste nosso tempo, em que tantas pessoas sem escrúpulos tentam impor o reinado do dinheiro, desprezando os mais indigentes, devemos ser muito atentos - disse o Papa - A África, em geral, e Camarões, em particular, ficarão em perigo se não reconhecerem o verdadeiro autor da vida. Com Jesus Cristo, que caminhou pelo solo africano, a África pode se tornar o continente da esperança.
O pontífice iniciou seu terceiro dia de visita a Camarões reunindo-se com 22 líderes da comunidade muçulmana local. Em seguida, celebrou missa campal para dezenas de milhares de pessoas num estádio da cidade.
Em seu pronunciamento aos muçulmanos na Nunciatura Apostólica, Bento XVI disse que ambas as religiões deveriam "rejeitar todas as formas de violência e totalitarismo". O Papa tenta recuperar as relações entre os dois credos, muito afetadas depois de um discurso do pontífice, em 2006, no qual ele sugeriu que o Islã tinha um caráter violento e irracional, o que provocou reações indignadas de muçulmanos de todo o mundo.

- Que a entusiástica cooperação entre muçulmanos, católicos e outros cristãos em Camarões seja um farol para outras nações africanas de enorme potencial de um compromisso inter-religioso com a paz, a justiça e o bem comum - disse ele.
A viagem do pontífice à África continua marcada por suas declarações sobre o uso de preservativos no combate à Aids. Bento XVI é alvo de críticas por ter dito, ainda a caminho de Camarões, que o uso de camisinha "aumenta o problema" da Aids, doença endêmica na África subsaariana.
Um porta-voz do Vaticano defendeu a posição do Papa, dizendo que ele estava meramente reiterando a doutrina de seus antecessores, segundo a qual a fidelidade dentro do casamento heterossexual e a abstinência são as melhores formas de evitar a Aids. Mas ONGs e vários governos, inclusive o da Alemanha - país natal de Bento XVI -, entraram na polêmica contrariando a posição do Vaticano.



link do postPor anjoseguerreiros, às 16:26 

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