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26.1.09
PASSEIO NAS ÁGUAS LÍMPIDAS DO TIETÊ

SÃO PAULO - Na década de 30, programa típico de paulistano era passear pela Praça da Sé. Homens de terno e mulheres de sapato de salto alto iam à Sé para assistir a filmes no cine-teatro Santa Helena, localizado num palacete de mesmo nome. Era um cinema chique, com escadarias de mármore de carrara e decoração art nouveau. Esses mesmos senhores e senhoras iam elegantemente vestidos à confeitaria Dulca, inaugurada em 1951 na Rua Dom José de Barros e mais tarde localizada na Rua Vieira de Carvalho, onde está até hoje.
Na década de 20, num descampado de 1 milhão de metros quadrados, foi aberta a Rua venezuela. Ela alagava quando chovia. A empresa proprietária do empreendimento, a Companhia City, fez a drenagem do local, construiu um galeria subterrânea e colocou calçamento. Era o surgimento do primeiro bairro-jardim da cidade, o Jardim América. E o tradicional Salão do Automóvel de São Paulo teve sua primeira edição em 1923, no Palácio das Indústrias, no Parque D. Pedro, no centro da cidade.
Na década de 70, a cidade assistiu à última regata realizada no Rio Tietê, antes dele se tornar poluído e mal-cheiroso. Nos anos 50, era possível nadar e pescar nele. Um pouco antes, nos anos 20, descansar à beira de sua águas límpidas era muito comum para quem procurava um pouco de lazer. E pertinho da Rua da Consolação, no centro, havia lazer para quem gostava de futebol: existia um campo onde foi realizada a primeira final do campeonato paulista, em 1902. O São Paulo Athletic Club venceu o Paulistano por 2 a 1. Os estádios do Pacaembu e Morumbi nem existiam.
Essas são histórias que poucos paulistanos conhecem. Se perderam no tempo com a industrialização e modernização da cidade. Os hábitos mudaram, o terno para os passeios na Sé foi abolido e o Tietê deixou de ser um ponto de encontro dos habitantes da capital. Mas para os paulistanos ligados em história, há uma forma de resgatar a memória da cidade. Existem arquivos que preservam imagens, documentos, manuscritos que podem ser consultados para quem deseja conhecer um pouco mais a fundo a cidade onde mora. Um visita a esses arquivos é como um passeio num túnel do tempo. Saiba onde é possível conhecer a história da cidade:
Arquivo Histórico Municipal (Praça Coronel Fernando Prestes, 152, telefone 3396.6000) - Há manuscritos do século XVI e documentos oficiais da cidade. Possui acervo com coleções de móveis e objetos usados no período colonial. É possível encontrar mapas da capital e atas das votações feitas pelos vereadores, entre outras dcoumentos históricos. O arquivo fica no prédio Ramos de Azevedo, construído na década de 20, onde funcionou a Escola Politécnica. Estão catalogadas lá, por exemplo, as cerca de 400 obras de arte em locais públicos.
Arquivo do Estado (Rua Voluntários da Pátria, 596, Santana, telefone 2221.1924) - Documentos oficiais, como registro de terras ou tombamento de bens rústicos, inventários e testamentos, mapas, cópias de revistas e jornais de época podem ser encontrados no local. Reúne cerca de 1 milhão de imagens, entre negativos, cópias fotográficas, postais, caricaturas, ilustrações e plantas. Entre eles, estão os acervos do jornalista Samuel Wainer, com fotografias do jornal Última Hora e Aqui São Paulo (parcialmente tratado), e Diários Associados (este ainda não organizado).
Memorial do Imigrante (Rua Visconde de Parnaíba, 1316, 2692.1866) - Funcionou como uma hospedaria para receber as levas de imigrantes que chegaram à cidade no século passado. Seu arquivo permite fazer pesquisas de pessoas que passaram pela hospedaria, que está aberta ao público. Um memorial mostra como era a vida dos primeiros imigrantes que chegaram à cidade. O memorial fica numa área construída ao lado da estrada de ferro e é possível fazer um passeio numa Maria Fumaça, como na década de 20.
Centro Cultural São Paulo (Rua Vergueiro, 1000 - Telefone 3397.4000) - O Arquivo Multimeios foi criado em 1975 e tem um acervo composto por 900.000 documentos, divididos entre registros visuais (negativos, contatos, ampliações, slides, microformas), audiovisuais (fitas de áudio, videoteipes, filmes 16mm/ super8mm) e documentos escritos (catálogos, programas, folhetos, press releases, convites, cartazes, fotos publicitárias, mapas, plantas, scripts, roteiros, textos de pesquisa, entre outros). O material pode ser reproduzido. Durante vinte anos (1977-97) pesquisadores selecionaram espetáculos de dança, que ocorreram na cidade São Paulo, para serem fotografados.
Secretaria Municipal de Planejamento - A Sempla possui um excelente arquivo digital com dados dos 11 censos demográficos feitos no município. Há até o número de estrangeiros residente na cidade por país de origem. Além disso, os interessados têm acesso a um rico banco de fotos sobre a cidade. O endereço para pesquisa é: http://sempla.prefeitura.sp.gov.br/historico/index.php
Ppara quem não sabe, o sistema de trólebus é histórico na cidade: funciona há mais de 60 anos!



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link do postPor anjoseguerreiros, às 11:23 

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