notícias atuais sobre saúde, violência,justiça,cidadania,educação, cultura,direitos humanos,ecologia, variedades,comportamento
21.2.09

O número de transplantes realizados anualmente no país mais do que dobrou em dez anos. Só no ano passado, foram feitos 5.373 procedimentos --contra 2.362 realizados em 1998.
Os números fazem parte do último relatório divulgado pela ABTO (Associação Brasileira de Transplante de Órgãos).
Ao todo, foram feitos em dez anos 45.955 transplantes de órgãos no país. Apesar do avanço, o Brasil está longe de atender a todos os que precisam de um novo órgão. A cada ano, a lista de espera aumenta. São quase 69 mil pessoas na fila. Em 2001, já eram mais de 43,5 mil.
De acordo com o vice-presidente da ABTO, o cirurgião Ben-Hur Ferraz Neto, o aumento da fila ocorre porque a cada ano mais pessoas buscam o tratamento por meio de transplantes.
"O Brasil é vítima do próprio sucesso. Há dez anos, o sistema não era tão desenvolvido como é hoje. Por isso há uma procura e uma indicação maior por esse serviço."
Para o presidente da ONG Adote do Rio, Rafael Paim Cunha Santos, estudos mostram que essa tendência ocorre porque a velocidade de crescimento da lista --que, além dos atuais pacientes, recebe novas inscrições a cada dia-- é maior do que a de transplantes.
Paim, no entanto, diz que há uma evolução. "Não digo que já se possa comemorar, mas toda evolução é bem vista. Se a gente comparar com o que acontece em outros países que incentivam a doação, no entanto, o Brasil ainda está longe", afirma.
"A média de doadores por milhão chega a ser cinco vezes maior em um país como a Espanha. Há muito espaço para melhorar", diz. Entre os problemas atuais, ele destaca a subnotificação dos casos de morte encefálica e a ausência de neurologistas nos hospitais.
Em 2008, a taxa de doações, segundo a ABTO, cresceu 15%. O número de doadores por milhão de habitantes chegou a 7,2. A meta, para este ano, é elevar o índice para 8,5.
Segundo a ABTO, enquanto no Piauí há 0,3 doador por milhão de habitantes, em Santa Catarina o índice chega a 16,7 --é a primeira vez em que um Estado consegue superar o índice de 15 doadores por milhão.
A maioria dos transplantes realizados no país é de rim. Foram 3.780 em 2008 --um recorde. Há, porém, cerca de 34 mil à espera de um rim hoje. Os transplantes de córnea também ultrapassaram a marca de 2.000 (mas são hoje 26 mil pessoas na fila).
No final do ano passado, o Ministério da Saúde anunciou um pacote para aumentar ainda mais o número de transplantes e aperfeiçoar o sistema no país. O cadastro de pacientes pela internet e o acompanhamento do andamento da fila pela rede foram algumas das medidas divulgadas.

Fonte: MATHEUS PICHONELLI

THIAGO REIS

da Agência Folha

Informações sobre doação de órgãos e tecidos

Quem pode ser doador?
Cerca de 1% de todas as pessoas que morrem são doadores em potencial. Entretanto, a doação pressupõe certas circunstâncias especiais que permitam a preservação do corpo para o adequado aproveitamento dos órgãos para doação.
É possível também a doação entre vivos no caso de órgãos duplos. É possível a doação entre parentes de órgãos como o Rim, por exemplo. No caso do Fígado, também é possível o transplante intervivos. Neste caso apenas uma parte do Fígado do doador é transplantado para o receptor. Este tipo de transplante é possível por causa da particular qualidade do Fígado de se regenerar, voltando ao tamanho normal em dois ou três meses. No caso da doação inter-vivos, é necessária uma autorização especial e diferente do caso de doador cadáver.
Não existe limite de idade para a doação de córneas. Para os demais órgãos, a idade e história médica são consideradas.

Quem não pode doar?
Não podem ser considerados doadores pessoas portadoras de doenças infecciosas incuráveis, câncer ou doenças que pela sua evolução tenham comprometido o estado do órgão. Os portadores de neoplasias primárias do sistema nervoso central podem ser doadores de órgãos.
Também não podem ser doadores: pessoas sem documentos de identidade e menores de 21 anos sem a expressa autorização dos responsáveis.

Quando podemos doar?
A doação de órgãos como Rim e parte do Fígado pode ser feita em vida.
Mas em geral nos tornamos doadores quando ocorre a MORTE ENCEFÁLICA. Tipicamente são pessoas que sofreram um acidente que provocou um dano na cabeça (acidente com carro, moto, quedas, etc).

Os familiares não encontraram os documentos da vítima. Os órgãos poderãop ser retirados?
Não. Pessoas sem identidade, indigentes e menores de 21 anos sem autorização dos responsáveis, não são consideradas doadoras.

O que é Morte Encefálica?
Morte encefálica significa a morte da pessoa.
É uma lesão irrecuperável do cérebro após traumatismo craniano grave, tumor intracraniano ou derrame cerebral.
É a interrupção definitiva e irreversível de todas as atividades cerebrais. Como o cérebro comanda todas as atividades do corpo, quando morre, os demais órgãos e tecidos também morrem. Alguns resistem mais tempo, como as córneas e a pele. Outros, como o coração, pulmão, rim e fígado sobrevivem por muito pouco tempo.
A morte encefálica pode ser claramente diagnosticada e documentada através do exame da circulação cerebral por técnicas extremamente seguras, embora existam opiniões contrárias a esta afirmativa.

tags:
link do postPor anjoseguerreiros, às 13:03 

De
 
Nome

Url

Email

Guardar Dados?

Ainda não tem um Blog no SAPO? Crie já um. É grátis.

Comentário

Máximo de 4300 caracteres



Copiar caracteres

 



O dono deste Blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.

pesquisar
 
colaboradores: carmen e maria celia

Fevereiro 2009
D
S
T
Q
Q
S
S

1
2
3
4
5
6
7

8
9




arquivos
subscrever feeds
blogs SAPO