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8.3.09
MADRI - Em 1940, uma "varinha mágica" do Walt Disney converteu um menino chamado Dick Jones em Pinóquio. Agora, com 82 anos, e de volta à cena pelo DVD comemorativo "Pinóquio - 70º aniversário", Dickie relembra, em entrevista à agência EFE, como serviu de modelo e emprestou sua voz à marionete de madeira, cujo nariz crescia quando contava uma mentira.
No desenho, é a Fada Azul que dá a Pinóquio, a marionete de Gepetto, a possibilidade de ganhar vida. Mas no cinema, Dick Jones passou por uma transformação inversa: de garoto para marionete.
- Foram vários meses de testes, lendo roteiros com outras 200 pessoas - explicou Dick Jones que, apesar do tempo, continua com voz jovial e entusiasmo parecidos como os do tempo em que o próprio Walt Disney chegou para ele, enquanto fazia um lanche, e disse: "O que você acha de ser o Pinóquio?".
"Bem, tudo bem. Se você acredita que eu posso...", foi a resposta de Dickie. Na época ele tinha 12 anos, mas era um ator bem experiente, com trabalhos em várias peças. Até viajar para Hollywood e participar de cerca de 40 filmes, a maioria western.
Naquela época, fazer parte do segundo longa-metragem da Disney, após "Branca de Neve e os sete anões", era simplesmente "um bom trabalho". O jovem ator não poderia suspeitar que "Pinóquio" se transformaria, com o passar do tempo, em um clássico. Agora o filme volta a ser lançado com imagens e som restaurados, em um DVD cheio de extras que vão de "Como foi feito", a um vídeo musical, um final alternativo e cenas cortadas.
Jones trabalhou durante 19 meses para o desenho. Além de emprestar sua voz, que na época "oscilava entre o infantil e o grave", segundo o próprio, serviu de modelo para o desenho animado. As primeiras referências, na verdade, vieram de edições de "A aventura de Pinóquio", obra de Carlo Collodi do final do século XIX.
- Em vários momentos eles tiveram dificuldades de fazer os movimentos e gestos de Pinóquio. Daí, fizeram fotos registrando como eu movia boca, nariz e maxilar quando dizia uma palavra - lembra ele.
O ator, inclusive, chegou a vestir a roupa de Pinóquio -o típico traje tirolês americanizado, com gravata azul, camisa amarela e bermuda vermelha - para atuar. "Como se fosse um filme de verdade", explica Dickie. Um exemplo foi a cena em que o Pinóquio dança junto com o malvado Juan - O Honrado ao ritmo da canção "Hi-diddle-dee-dee".
Segundo Dickie, o desenho foi um trabalho duro acompanhado por perto por Walt Disney, uma pessoa "perfeccionista" e "cavalheiro" e quem o ator recorda "sempre ao lado" dos desenhistas, transmitindo sua aprovação e desaprovação apenas por gestos.
- Nunca levantava a voz, nem dava instruções. Se ele gostava, simplesmente sorria ou aplaudia. Se não, você já sabia que tinha que repetir - descreve.
Walt Disney decidiu eliminar da história de Pinóquio a crueldade e violência do original de Collodi. Assim como transformou o Grilo Falante em personagem principal, uma alegoria da consciência do boneco de madeira.
O educado grilo representa no filme uma constante em desenhos da Disney: aquele personagem que sempre mostra o bom caminho.
- É um exemplo muito bom para crianças e adultos sobre a necessidade de ser honesto e se deixar levar pela consciência, algo muito necessário hoje em dia.
Sobre o lema de Pinóquio, "se contar mentira o nariz cresce", Jones não se mostra muito adepto ironicamente.
- Todo mundo sabe que isso nunca vai acontecer - diz ele, aconselhando "ser sincero com você mesmo" e citando Shakespeare ao dizer: "Melhor que com palavras, a sinceridade se mostra com ações".


link do postPor anjoseguerreiros, às 18:24  comentar

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