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11.4.09
Em crise, Adriano refugia-se por três dias na violentaVila Cruzeiro, onde nasceu. Na volta, diz que não jogarámais na Itália e anuncia seu afastamento do futebol

No mundo de altos e baixos dos jogadores de futebol, a trajetória do atacante Adriano, da Inter de Milão, é hiperbólica. Boa parte de seus colegas nasceu pobre. Adriano nasceu na Vila Cruzeiro, uma das favelas mais miseráveis e violentas do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. Muitos ascenderam socialmente, e alguns alcançaram a consagração internacional. Adriano ganhou na Itália o apelido de Imperador. Aos 27 anos, tem um patrimônio estimado em 50 milhões de euros. Tem uma mansão na Barra da Tijuca e um iate na Itália avaliado em 2 milhões de euros. Mas diz a quem quiser ouvir que seu lugar é a favela onde nasceu. Lá, sente-se em casa. "Ele fica de bermuda e chinelo, sem camisa, solta pipa... enfim, vira criança de novo", diz seu empresário, Gilmar Rinaldi. Num vídeo que circula na internet, Adriano faz juras de amor à favela. É para lá que o jogador corre toda vez que vem ao Rio de Janeiro. Sua última visita à Vila Cruzeiro, na semana passada, acabou no noticiário policial. O jogador simplesmente desapareceu na quinta-feira, 2 de abril, dia em que deveria ter embarcado de volta para a Itália, e só deu sinal de vida no domingo. Soube-se depois que Adriano havia passado esses dias com os amigos e parentes na favela.
Ao reaparecer, não deu nenhuma explicação. Mas, diante da repercussão do caso, e das inevitáveis especulações sobre os motivos que o levaram a desaparecer, convocou uma entrevista coletiva para dizer que não usa drogas, não bebe, e que seus problemas nada têm a ver com o fim de seu namoro com a garota-propaganda Joana Machado. Segundo o craque, tudo aconteceu porque ele não quer mais jogar na Inter. "Perdi a alegria de jogar", disse ele, justificando a decisão de "dar um tempo" no futebol. Adriano tem problemas emocionais conhecidos. Foi revelado pelo Flamengo e, em 2001, transferiu-se para a Itália e entrou em sua melhor fase. Após a morte do pai, em 2004, caiu em depressão e passou a beber. As noitadas se tornaram frequentes, e ele próprio admitiu ter problemas com o álcool. No ano passado, a Inter cedeu o jogador ao São Paulo, avaliando que uma temporada no Brasil poderia ajudar. Funcionou. Adriano submeteu-se por três meses a um acompanhamento psicológico. Voltou a jogar bem e a ser convocado para a seleção brasileira. Na sequência, retornou à Itália. Parecia recuperado, mas o atual escândalo mostra que o drama do craque está longe do fim. Como seu contrato com a Inter só termina em 2010, ele está abrindo mão do salário e ainda terá de negociar uma multa pesada. "Eu poderia ter resolvido tudo de uma maneira melhor", admite Adriano. Tomara que este momento seja apenas mais uma descida na carreira do nosso Imperador.
Revista Veja
link do postPor anjoseguerreiros, às 13:52  comentar

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colaboradores: carmen e maria celia

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