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13.3.09

MANAUS E SÃO PAULO - Uma onça parda resgatada na Amazônia acabou vindo para São Paulo e está num criadouro da cidade de Santa Rita do Passa Quatro, a 284 km da capital paulista, no norte do estado. Criado longe da mãe, o animal não aprendeu a caçar e, por isso, teve que ser doado ao criadouro autorizado no interior de São Paulo.
A onça foi encontrada em Rio Preto da Eva, no Amazonas, quando tinha quatro meses. Ela passou quase dois anos vivendo provisoriamente em instalações do Ibama do Amazonas. Para o transporte entre Manaus e a cidade paulista, o Ibama obteve o apoio da Aeronáutica, que levou o animal sedado em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) no último domingo.
Segundo o analista ambiental do Ibama Diogo Faria, os criadouros particulares têm pouco interesse em onças-pardas, pois o animal é comum em cativeiro e precisa de muito alimento para sobreviver.
O município de Rio Preto da Eva é distante 80 km de Manaus e banhado por um rio de águas escuras que leva o mesmo nome
A Prefeitura local trabalha para incentivar o ecoturismo, com balneários e venda de artesanato indígena. Das águas do rio, navegável apenas com pequenos barcos, é possível ver vários animais. De um lado do rio, há casas e fazendas. Do outro, uma zona militar, com pelo menos duas cachoeiras.
Não se tem notícia ali de nenhum projeto de conservação de animais capaz de manter os animais que se desprendem da mata. Criadouro é obra de uma só mulher
O criadouro de Santa Rita do Passa Quatro é a Fazenda Fortaleza e foi homologado em janeiro passado. Na área de 900 metros quadrados já vivem outros oito felinos - três onças pardas, duas jaguatiricas e três gatos mourisco. A onça da Amazônia deverá dividir um recinto de 96 metros quadrados com Zara, que foi desalojada de um criadouro fechado pelo Ibama.
Batizada de Krishna, a onça-parda foi anestesiada ao chegar e submetida a todos os exames.
- Ela é diferente das demais, tem o rosto mais claro, o corpo mais esguio e avermelhado do que as paulistas - diz Carolina Santos Silva, veterinária responsável pelo criadouro.
Atualmente, Krishna é alimentada com dois quilos de carne por dia e está em quarentena. Deve começar a sair do isolamento apenas após uma segunda bateria de exames.
- Ela não deu trabalho. Foi apreendida quando era filhotinho e está acostumada ao cativeiro - explica Carolina. Segundo a veterinária, não há no Brasil técnica capaz de treinar um felino para que ele possa voltar a viver na natureza. Longe da mãe, eles simplesmente não aprendem a caçar. Na natureza, não há mãe substituta.
O criadouro Fazenda Fortaleza é particular, erguido por uma mulher paulista que queria ajudar os animais e passou seis anos pesquisando até encontrar o local exato e montar equipe de veterinária e biólogo. Os felinos foram escolhidos por serem os animais com mais dificuldade de obter criadouro.
- Eles estão saindo muito da natureza, por causa do desmatamento. Na natureza, ocupam uma área grande. Quando ficam sem parte dela, acabam invadindo fazendas e até casas - diz a veterinária.
Segundo o Ibama, os zôos brasileiros já estão abarrotados de felinos. A Fazenda Fortaleza deverá abrigar no máximo 12 deles. Ou seja, as vagas são limitadas.
Não são apenas as onças resgatadas que não conseguem voltar ao seu ambiente natural. De acordo com Faria, 60% dos animais que chegaram ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) do Ibama em 2008 não puderam ser devolvidos à floresta, pois não tinham mais condições de se alimentar e se defender sozinhos.
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link do postPor anjoseguerreiros, às 10:07 

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