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16.3.09
Quando um AVC acontece, um dos elementos mais críticos para a recuperação é um atendimento rápido, a fim de impedir maiores sequelas. No caso específico do deputado Clodovil Hernandes (PR-SP), é provável que o tempo tenha sido demais para uma recuperação, uma vez que o incidente aconteceu de madrugada e somente às 8h17 o parlamentar quegou ao hospital. "De fato, parece bastante tardio", afirma Raul Maranhão, médico do Laboratório de Lipídios da Universidade de São Paulo. "A velocidade de atendimento, nesses casos, é absolutamente fundamental." Um acidente vascular cerebral, também chamado de "derrame cerebral", acontece quando há algo errado na rede do sistema circulatório que irriga o cérebro. O tipo mais comum é o AVC isquêmico, em que há um entupimento de vasos sanguíneos e a interrupção do fluxo de sangue, prejudicando as células cerebrais. O mais raro, que acaba de acometer Clodovil, é o AVC hemorrágico. Nessas circunstâncias, em vez do entupimento de vasos, o que ocorre é o rompimento. O sangue "vaza" dentro do cérebro e provoca um coágulo, e é esse coágulo que pode matar células cerebrais e deixar sequelas graves. Ele não necessariamente é mais grave que o isquêmico; tudo depende, na verdade, da área do cérebro que é afetada. No caso do deputado, ainda não há informação sobre que região cerebral foi mais afetada pelo AVC. Normalmente, episódios de AVC são produzidos por problemas cardiovasculares, de forma que não é incomum que um paciente que tenha sido vítima de um episódio de natureza isquêmica, dois anos atrás, volte a sofrer um derrame, desta vez de ordem hemorrágica. Esse foi exatamente o caso de Clodovil, que já havia sofrido com um AVC de leve intensidade em junho de 2007. Quando o problema é mais grave e o atendimento é tardio, não é incomum que situações desse tipo levem um paciente ao coma. "Os mecanismos que levam ao coma são todos centrais, ou seja, essencialmente de função cerebral", explica Maranhão. Nem sempre o coma é visto pelos médicos como uma tragédia. Em alguns caso, o efeito acontece até como forma de defesa do organismo. "Por exemplo, quando o coma acontece por um problema metabólico, ele acaba por ajudar o corpo, porque diminui o processo metabólico e economiza a energia que o organismo consome", diz o médico. Mas, quando se fala de AVC, é impossível pensar no coma como um mecanismo de defesa. Em vez disso, ele é um sintoma de que o órgão responsável por "gerenciar" as situações de coma -- o cérebro -- está em apuros.


fonte:G1
link do postPor anjoseguerreiros, às 19:16 

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