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28.2.09
MANAUS - Dois peritos feridos durante a explosão da sede da Superintendência da Polícia Federal do Amazonas, em Manaus, estão em coma induzido e respiram por aparelhos na Unidade de Terapia Intensiva, segundo informações do Hospital 28 de Agosto, para onde eles foram levados. Os dois estão com 95% do corpo queimado e passaram por cirurgias na madrugada deste sábado. O estado de ambos é grave, de acordo com o hospital. Eles foram identificados como Max Neves e Maurício Barreto. Um outro perito também ficou ferido, mas já foi liberado, segundo o hospital.
O corpo de Antonio Carlos Oliveira, de 45 anos, que morreu durante o acidente foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) e liberado durante a madrugada. O velório deve acontecer na Câmara Municipal.
A explosão aconteceu num laboratório de criminalística, no prédio que está na zona centro-oeste de Manaus. Segundo relato de testemunhas, a explosão aconteceu por volta das 17h20m, quando seis agentes tentavam abrir um cilindro apreendido esta semana pela PF. A suspeita era a de que ele conteria drogas. Ao utilizarem um maçarico, o artefato explodiu.
Um das testemunhas afirmou que uma das vítimas saiu com o couro cabeludo queimado. Outro funcionário, disse a testemunha, perdeu a mão direita na explosão.
- Foi um desespero. Todos correram. O barulho foi ensurdecedor - disse.
Segundo as testemunhas, portas foram arrancadas e a explosão abriu um buraco no teto.
O agente Antônio Oliveira foi levado em estado grave para o Pronto-Socorro 28 de Agosto, mas não resistiu às queimaduras de segundo grau e morreu. Presos foram transferidos para presídios
O departamento onde ocorreu a explosão fica sob a carceragem, onde estão sete presos. Nenhum deles ficou ferido. Segundo um agente federal, o local foi afetado, o que forçou a transferência dos presos para o Instituto Penal Antonio Trindade.
No momento da explosão, havia pelo menos três jornalistas na sede da PF. Entre eles, Caio Mota, do jornal "Diário do Amazonas", que foi atingido.
- Depois do barulho, voaram estilhaços de vidro e de cimento para todos os lados. Cheguei a receber uma pancada na cabeça. Mas nada grave - disse Caio.
As causas do incidente serão investigadas por uma equipe da própria Polícia Federal. A explosão foi seguida de um princípio de incêndio no local. Toda estrutura do laboratório, utilizado para análises de drogas e outros materiais apreendidos, ficou comprometida pelo fogo. Parte do telhado do prédio foi arrancada com a explosão. O imóvel foi interditado e a perícia deve começar ainda neste fim de semana. Só depois a PF deve se pronunciar sobre as causas da explosão.


link do postPor anjoseguerreiros, às 11:29  comentar

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colaboradores: carmen e maria celia

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