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26.1.09
ROMA - A cidade de Veneza, que a cada ano recebe 21,6 milhões de turistas, está tentando sobreviver a esta invasão apoiando-se na internet para conseguir que as visitas sejam mais organizadas e durem mais de um dia. Segundo os dados publicados pelos meios de comunicação italianos,do total de visitantes que recebe, 15 milhões permanecem apenas um dia e 885 mil são passageiros de cruzeiros que permanecem apenas algumas horas. Este é um tipo de turismo que deixa pouca receita e os custos para a administração municipal, que atravessa 'grandes problemas econômicos', segundo o prefeito, Massimo Cacciari. Mas, sobretudo, destaca a prefeitura, o turismo se concentra em temporadas específicas como festas e o tradicional carnaval de fevereiro, o que gera graves problemas de gestão para a pequena cidade.
Diante destas dificuldades, a prefeitura de Veneza lançou uma campanha para estimular um turismo mais organizado, com visitantes mais dispostos a permanecer vários dias na cidade.
"Venha a Veneza, mas reserve antes pela internet", é a mensagem da prefeitura de Veneza para suas novas iniciativas, acrescentando que o turista vai encontrar 'uma cidade mais habitável' e que, além disso, vai economizar.
O município lançou assim o portal de Internet www.veniceconnected.com para que, a partir de 1º de fevereiro, os turistas possam reservar todos os serviços que a cidade oferece e desfrutar de descontos. Na página da internet será possível obter descontos para transportes públicos, estacionamento e para entrar em todos os museus municipais. O visitante encontrará para cada serviço diferentes preços, segundo a época do ano, e, poderá assim, economizar em sua viagem escolhendo um período com menor movimento de turistas.
A prefeitura oferece em seu portal pacotes para atrair outro tipo de turismo: com 3 dias de estacionamento, bilhete para o 'vaporetto' e acesso a meios de transporte por 72 horas e bilhete para dois museus, inclui brinde para o cassino e conexão gratuita para a internet com acesso a internet sem fio (wi fi) em vários pontos da cidade. Pelo site, este pacote custará 209,30 euros com uma economia de 31,70 euros, mas, além disso, vai escolher um dia 'azul', quer dizer, de baixa temporada.
Os administradores da 'Sereníssima' esperam assim aumentar as entradas para fazer frente a uma situação econômica que atravessa uma cidade com numerosos problemas.
"Veneza não tem dinheiro. Não pode restaurar igrejas, nem seus monumentos", sustenta o prefeito, que disse que o patrimônio cultural da cidade "está em perigo".
Cacciari informou que a cidade recebe ajuda do Estado somente para construir o "Moisés" - o polêmico e faraônico sistema de diques que tentará frear o movimento das ondas que carcome a cidade e que custará 4,5 bilhões de euros - mas que para o restante, não 'há um euro'.
Por isso, para arrecadar fundos, entre as tantas iniciativas, a partir de 1 de fevereiro os turistas terão que pagar até 3 euros ao dia para usar os banheiros públicos.
A já polêmica medida prevê que os turistas tenham que comprar o WC Card, um cartão com o qual poderão ter acesso aos sanitários públicos.
Prefeitura de Veneza vai cobrar dos turistas a partir de 1º de fevereiro até 3 euros (R$ 9) por dia pelo uso de banheiros públicos, como medida para aliviar os problemas econômicos que atravessa. O preço para uso dos banheiros dependerá do período do ano, já que em momentos de grande fluxo turístico como o carnaval, que este ano será celebrado de 14 a 19 de fevereiro, custará 3 euros ao dia. Na baixa temporada, o valor cai para 1,5 euro.
A cidade dos canais apresentou esta semana novas propostas para, através da internet, facilitar aos turistas o planejamento para suas viagens a Veneza, entre elas a possibilidade de reservas a "WC Card", um cartão para uso dos serviços públicos de higiene.
O WC Card pode ser reservado pela internet. Na alta temporada, o preço de uso dos banheiros químicos será de 2 euros (R$ 6).
Os cerca de 60 mil moradores de Veneza também terão que usar os cartões se precisar usar os banheiros fora de casa, porém, por um preço mais em conta (0,25 centavos de euro). Para os maiores de 60 anos o uso é gratuito.
O jornal local "A República" classificou a medida de excessiva. O prefeito de Veneza, Massimo Cacciari, justificou a medida, assegurando que "a cidade não tem dinheiro para restaurar igrejas e monumentos" e que esta seria uma medida de arrecadar fundos.

QUE CONSIGAM!!!



link do postPor anjoseguerreiros, às 11:37  comentar

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colaboradores: carmen e maria celia

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