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9.3.09
Excomunhão.
Na religião católica, consiste em excluir ou expulsar oficialmente um membro religioso. Sanção religiosa máxima que separa um membro transgressor da comunhão da comunidade religiosa. O mesmo que desassociação em outras religiões. Pode ser aplicada a uma pessoa individual ou aplicada colectivamente. O fiel fica proibido de receber os Sacramentos e de fazer alguns atos Eclesiáticos. A excomunhão faz parte das censuras no Código de Direito Canônico, sendo uma das três mais duras.
O Código de Direito Canônico prevê desde 1983 nove casos para a pena de excomunhão: Profanação das espécies sagradas; Violência física contra o Pontífice; Absolvição por um sacerdote do cúmplice do pecado da carne; Consagração ilícita de um bispo sem mandato pontifical; Violação direta do segredo da Confissão; Apostasia ( Renegação de uma religião ou renúncia à fé religiosa; ABJURAÇÃO); Heresia; Cisma; Aborto.
Um pequeno adendo à questão:
Como se percebe a excomunhão não se aplica às lascívias da carne e sim em relação a questões da fé... Ora, mas o Código Canônico já prevê punições para este tipo de crime e se a Igreja não as aplica é porque não houve determinação de aplicá-las... Verdade, que não são sanções de natureza grave, privativas de liberdade, mas de qualquer forma prevêem a demissão do estado clerical.
Diga-se de passagem, para a Igreja até mesmo o matrimônio ,como se sabe, constitui delito. No título V do livro VI do Código Canônico, que trata dos Delitos contra Deveres Especiais, lemos:
Cân. 1394 - § 1. Salva a prescrição do cân. 194 § 1 nº 3, o clérigo que tenta matrimônio, mesmo só civilmente, incorre em suspensão latae sententiae; e, se, admoestado, não se recuperar e persistir em dar escândalo, pode ser gradativamente punido com privações ou até mesmo com a demissão do estado clerical.
§ 2. O religioso de votos perpétuos, não-clérigo, que tenta matrimônio, mesmo só civilmente, incorre em interdito latae sententiae, salva a prescrição do cân. 694.
Cân. 1395 - § 1. O clérigo concubinário, exceto o caso mencionado no cân. 1394, e o clérigo que persiste no escândalo em outro pecado externo contra o sexto mandamento do Decálogo sejam punidos com suspensão. Se persiste o delito depois de advertências, podem-se acrescentar gradativamente outras penas, até a demissão do estado clerical.
§ 2. O clérigo que de outro modo tenha cometido delito contra o sexto mandamento do Decálogo, se o delito foi praticado com violência, ou com ameaças, ou publicamente, ou com menor abaixo de dezesseis anos, seja punido com justas penas, não excluída, se for o caso, a demissão do estado clerical.
O Código Canônico como se percebe prevê punições para os crimes sexuais dos sacerdotes, inclusive para os casos de sexo com menores. Curioso é não termos notícias de que alguma autoridade eclesiástica tenha privado os milhares de padres pedófilos de seus estados clericais... O máximo que se percebe são transferências de paróquia, o que permite inclusive ao padre relapso encontrar carnes novas para satisfação de sua lascívia...
Em 2007, a Corte Superior de Los Angeles ratificou o maior acordo já pago por uma diocese católica nos Estados Unidos a 508 pessoas que sofreram abusos sexuais por parte de sacerdotes: 660 milhões de dólares em indenizações. Para poder desembolsar tais cifras, a Igreja teve de vender várias propriedades. Vários padres foram condenados e cinco bispos e arcebispos declararam falência ante a impossibilidade de indenizar em dinheiro os danos.
O escândalo veio à tona em 2002, em Boston (Massachusetts), onde mais de 500 supostas vítimas de abusos apresentaram queixas. O caso acabou com a entrega de 85 milhões de dólares aos querelantes. Em dezembro do mesmo ano, a arquidiocese aceitou desembolsar 60 milhões de dólares para chegar a um acordo com 45 supostas vítimas de padres pedófilos. Em 2004, a diocese de Orange (Califórnia) pagou 100 milhões de dólares para encerrar 90 processos e, em 2005, a também californiana Oakland entregou 56 milhões a suas 56 vítimas. Em 2006, a diocese de Convington (Kentucky) pagou 84 milhões de dólares a 350 vítimas de abusos.
Como se percebe, pelos lados dos EUA o bolso da Igreja Católica anda sentindo os desprazeres da carne...
O elo de ligação:
Sabemos que em caso de estupro ou de risco à vida da mãe nossa legislação admite a interrupção do período gestacional se o feto tiver até 4 meses, que era o caso da menina pernambucana, que engravidou como resultado do estupro de seu próprio padrasto. Nada mais tórrido e abominável...
O bispo Dom José Cardoso Sobrinho, com o aval do Papa Bento XII alegou bizarramente, que neste caso a lei humana contrariaria a lei de Deus, que seria contra a morte...
Caberiam perguntas: E no período da Inquisição, a morte seria sagrada? Quanto às leis de Deus, seriam aquelas escritas pelos pedófilos da Igreja Católica?
Em uma época de ausências, quando a igreja poderia ter o papel de congregar espíritos desvalidos, a Igreja Católica se mantém em berço esplêndido, distante de toda uma realidade social, que há muito salta aos olhos, pregando a mais pura e santa hipocrisia... Mantém-se firmes contra a adoção de métodos contraceptivos, contra qualquer tipo de aborto, mas complacente com a pederastia eclesiática...
A ausência de discernimento de suas opiniões é tão profunda, que excomunga-se quem salvou a vida de uma menina de 9 anos estuprada pelo padrasto e lamenta-se pelo estuprador, que permanece uma de suas ovelhas em uma espécie de telhado de vidro ou compaixão pelos que lhe são semelhantes... Que valores são esses? Os valores da pederastia? Com esta morfética linha de pensamento cadaveril, fez-se ferver o mercado da fé no último século, provocando o nascimento de verdadeiras biroscas da fé, que hoje se transformaram em megas instituições de poder, que exploram a mais profunda"demência" humana, que se joga a procura ou da "salvação" ou da enganação de suas almas...

Por Leonardo Sarmento, do blog "Mosaico de Lama"
link do postPor anjoseguerreiros, às 11:34 

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