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8.2.09
Coraline e o mundo secreto" ("Coraline"), de Henry Selick, que chega às telas nesta sexta-feira, nos EUA e no Brasil, é a primeira grande surpresa do cinema de animação de 2009. Embora um pouco irregular em sua montagem, que agrava a exposição de algumas pontas soltas do roteiro, o novo longa-metragem do diretor do cultuado "O estranho mundo de Jack" (1993) tem uma direção de arte arrebatadora para o padrão da stop-motion, técnica em que os objetos são filmados quadro a quadro, dando ilusão de movimento.
Embalado em uma trilha sonora que lembra uma ladainha de igreja, assinada por Bruno Coulais e They Might Be Giants, o filme é um mergulho na literatura infanto-juvenil de Neil Gaiman, o escritor e quadrinista responsável por obras memoráveis como a HQ "Sandman". Criador de universos, Gaiman desenhou uma fábula sobre o limite entre sonho e sanidade no livro homônimo que a Rocco lançou em 2003. Coraline Jones é uma garotinha que, às portas da adolescência, vai morar com os pais em uma localidade isolada de sua vizinhança habitual. Afogados no projeto de um catálogo sobre botânica, ambos ignoram a carência da garota, que sofre com o abandono. À cata de um analgésico existencial, ela se depara com uma estranha porta que dá para uma perede de tijolos. À noite, período do dia preferido de Gaiman em suas fições, a curiosa mocinha descobre que a tal "passagem" blocada encobre um portal para um mundo igualzinho ao seu, só que com algumas diferenças. Lá, todas as pessoas são extremamente calorosas com ela, em especial sua mãe, que cozinha delícias besuntadas de calorias.
A questão é que, nessa dimensão alternativa de delícias, Coraline percebe que as pessoas não têm olhos. No lugar de pupilas, há botões pretos, indicando que aquelas almas foram parar em algum outro espaço. Pouco a pouco, a triste garotinha aprende que sua "mãe" alternativa é uma criatura aracnídea (quem já jogou o RPG "Lobisomem - O Apocalipse" vai se sentir em casa), que simboliza a corrupção do espírito humano e sua vontade.
A partir dessa premissa soturna, Selick elabora um espetáculo para os olhos, mais voltado a crianças de sete anos ou mais. Não reside terreno para o riso em seu longa, só para a aventura. E para o horror. Como aqui ele não contou com a supervisão de Tim Burton, como aconteceu com a saga natalina de Jack, e seu "estranho mundo", sente-se a ausência de uma emotividade que sustentaria melhor a busca dramática do projeto, orçado em US$ 35 milhões. Na impecável versão brasileira de "Coraline", Isaac Bardavid, a voz do Esqueleto de "He-Man", dá seu show habitual substituindo os acordes graves de Ian McShane como o Senhor Bobinsky., um velho vizinho da menina. Mas o grande destaque da dublagem é Monica Rossi, que interpreta as duas mães da protagonista, seja em sua encarnação burocrática do dia-a-dia, seja em seu alter ego demoníaco.

DIVERSÃO PRA TODA FAMÍLIA


link do postPor anjoseguerreiros, às 20:19 

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