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28.4.09
RIO - Hora de desconstruir verdades: o recreio, para muitos estudantes, não é a hora mais esperada do dia, mas a mais temida. Agressões verbais não acabam só com a paciência dos professores, mas com a sua saúde. A reportagem de Josy Fischberg, Lauro Neto e Natália Soares da Megazine desta terça-feira mostra como esses são só alguns exemplos de como a violência praticada dentro dos colégios vem mudando drasticamente a rotina das instituições de ensino e a vida dos que passam por elas.
O pânico na hora do intervalo das aulas é um dos dados da pesquisa do Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), ainda em fase de desenvolvimento. Quem explica é Flávio Comim, coordenador do Pnud no Brasil e responsável pela Campanha "Brasil Ponto a Ponto":
- A campanha quer estimular um debate sobre o que precisa ser mudado no Brasil. Recebemos opiniões de brasileiros pela internet e, a partir delas, estamos definindo o tema do Relatório de Desenvolvimento Humano. Muitos jovens participaram, cerca de 250 mil, e a violência nas escolas apareceu com intensidade. Há testemunhos que falam do recreio como hora de violência, intimidação e bullying. Eu diria, por alto, que um a cada cinco jovens se preocupa com essa questão.
A violência atinge ainda os professores, claro. As pesquisas sobre o assunto tratam de ocorrências mais graves, mas, segundo Wanderley Quêdo, presidente do Sindicato dos Professores do Rio (Sinpro-Rio), ela não pode se resumir a agressão física.
- A agressão, muitas vezes, é simbólica, com brincadeiras, cinismos, xingamentos, só que ela é difícil de ser caracterizada. O professor vai engolindo, adoecendo. Poderíamos dizer que, para cada agressão física, há cinco verbais - explica ele, que coordena uma campanha pela saúde do professor, em que essa é uma das questões levantadas.
Não é de se espantar que um estudo publicado pela Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, Ciência e Cultura (OEI) aponte que 83% dos professores das regiões Sudeste e Sul aprovam medidas mais rigorosas para punir os alunos, em casos de conflitos no ambiente escolar. Colaboradora da pesquisa, Maria Malta Campos, pesquisadora da Fundação Carlos Chagas, diz


fonte: O GLOBO
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colaboradores: carmen e maria celia

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