notícias atuais sobre saúde, violência,justiça,cidadania,educação, cultura,direitos humanos,ecologia, variedades,comportamento
14.3.09
A revista Gloss do mês de março publicou reportagem à respeito do abuso sexual praticado nos consultórios. A matéria de título "Mulheres molestadas por médicos relatam o drama de passar de paciente à vítima - entre quatro paredes, sem testemunhas", apresenta o depoimento de várias mulheres, inclusive de nossa leitora , que se identificou à revista como Crystiane de Souza, 36 anos. Crys já havia dado seu depoimento ao nosso blog, contando como foi o momento em que foi molestada pelo médico Roger Abdelmassih, que está sendo acusado por mais de 60 mulheres, de abuso sexual. Na revista ela reafirma sua posição corajosa de denunciar Roger e conta como foi o assédio:
"Ao acordar da sedação a que fui submetida para a retirada dos óvulos, vi o Dr. Roger do meu lado; ele me deu um abraço e perguntou se poderia me dar um beijo. Quando dei o rosto para ele me beijar, veio com a língua. Gritei para parar e ele disse que seria bom para mim. Ainda passou a mão nos meus seios, na minha vagina e chegou a colocar o pênis para fora. Graças a Deus alguém tentou entrar no quarto e ele me soltou."
Ainda na revista encontram-se outros depoimentos sobre assédio, como de Vanessa Peres, 25 anos, que procurou o atendimento médico gratuito da Universidade de Minas Gerais e o ginecologista lhe pediu que contasse os detalhes de sua última relação sexual ."Eu quero saber se você gostou" , disse o médico, que não satisfeito ainda arrematou: "Se você me batesse eu iria adorar."
A reportagem discorre ainda sobre o assédio sexual, que não é qualquer cantada, e pode ser classificado como atentado ao pudor , quando não há manipulação do corpo e estupro, no caso de penetração.
Gostaríamos de encerrar esta postagem com o agradecimento que recebemos de Crystiane e que
faz valer a pena, todo o nosso esforço em pedir JUSTIÇA!

Maria Célia,

Gostaria de lhe agradecer, pois pela sua coragem e de outras mulheres finalmente estive em São Paulo e consegui "abrir a ferida" novamente para denunciar o que ocorreu comigo em 2007. Foi muito difícil falar sobre isso. O Horror não foi muito diferente das demais pacientes e eu abandonei o tratamento na primeira tentativa apesar de ter pago por três.Finalmente voltei a viver em paz com Deus, pois consegui contar tudo ao meu marido e também fazer a minha parte para que isso não aconteça com outras mulheres. Agora posso orar tranquila.

Por Carmen e Maria Celia
link do postPor anjoseguerreiros, às 17:45  comentar

pesquisar
 
colaboradores: carmen e maria celia

Março 2009
D
S
T
Q
Q
S
S

1
2
3
4
5
6
7

8
9





arquivos
blogs SAPO