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18.2.09

LOS ANGELES - O Tribunal Superior de Los Angeles rejeitou na terça-feira o pedido dos advogados de Roman Polanski para que fossem desprezadas as acusações de abuso sexual que pesam sobre o cineasta desde 1977, informou a imprensa local.

A defesa do ganhador do diretor de "O pianista" (2002) tentou conseguir o não-prosseguimento do caso depois que o documentário "Roman Polanski: wanted and desired" (2008), sobre a vida do cineasta, mostrasse uma suposta falta de profissionalismo dos envolvidos no processo judicial.
Apesar da recusa a pôr fim ao caso Polanski, o juiz reconheceu que tinha encontrado evidências de uma "substancial" conduta inadequada no julgamento original.
- Houve uma falta de conduta substancial, me parece, neste caso - afirmou o juiz Peter Espinoza.
Espinoza adiou o julgamento de Polanski até maio para permitir ao diretor, que está filmando na Alemanha, falar com seus advogados.
O diretor foi detido em março de 1977 acusado de drogar e abusar de uma jovem modelo de 13 anos na casa do ator Jack Nicholson. Atualmente, o diretor mora na França, de onde não pode ser extraditado.
ROMAN POLANSKI VAI PEDIR PARA VOLTAR AOS ESTADOS UNIDOS ONDE ESTÁ PROIBIDO DE ENTRAR
Proibido desde 1978 de entrar nos Estados Unidos, após se envolver em um escândalo sexual com uma menor de 13 anos, Roman Polanski pode estar perto de conseguir uma liberação. Com o juiz morto há 15 anos e nenhuma pista desde 2004 do local onde possa estar o arquivo com o caso, o diretor de 75 anos pedirá à corte para que esqueça esta "história". De acordo com a "CNN", os advogados Douglas Dalton e Chad Hummel registraram em um arquivo de 239 páginas uma solicitação de arquivamento do caso, trazendo à luz alegações apresentadas no documentário "Roman Polanski: Wanted and desired". Há 30 anos, Polanski não vai aos Estados Unidos.
Roman Polanski nasceu em Paris, filho de um judeu com uma católica. Em 1937, a sua família voltou à Polônia, país de onde veio. Sua mãe morreu num campo de concentração. Roman escapou do Gueto de Varsóvia e passou a Segunda Guerra Mundial em fuga permanente, de um lugar para o outro. Na década de 60, seguiu para os Estados Unidos, onde começou a consolidar sua carreira como cineasta.
Nos Estados Unidos, a mulher de Roman Polanski, Sharon Tate estava grávida de oito meses do primeiro filho do casal quando foi assassinada, em 1969, por integrantes de um culto liderado por Charles Manson. Oito anos depois, o diretor assumiu ter tido relação sexual ilícita com uma menor de 13 anos. Em 1978, saiu do país antes de poder ser condenado, tornando-se assim um fugitivo da justiça. Desde então Polanski vive na França.

link do postPor anjoseguerreiros, às 08:11 

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