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28.1.09
A repórter LILIAN CHRISTOFOLETTI , do jornal Folha de São Paulo , responsável pela publicação das primeiras denúncias contra o médico Roger Abdelmassih, 65 anos escreveu ontem , com colaboração de Márcio Pinho, que já são 61, as ex-pacientes que acusam de crimes sexuais o médico, considerado um dos maiores especialistas em fertilização in vitro no Brasil. Apenas ontem, dez mulheres procuraram o Ministério Público do Estado de São Paulo dizendo terem sido vítimas de investidas do médico. Segundo o promotor José Reinaldo Carneiro, o número cresceu após o jornal "O Estado de S.Paulo" ter publicado anteontem uma entrevista com Abdelmassih, na qual ele diz que as mulheres podem ter sofrido alucinações provocadas por um anestésico usado durante o tratamento, o propofol. "Algumas mulheres nos procuraram dizendo que se sentiram revoltadas e ofendidas com a declaração do médico e resolveram contar o que havia acontecido com elas", afirmou o promotor Carneiro. Das mulheres que acusam o médico, 30 disseram que as tentativas de abuso sexual teriam ocorrido quando não estavam sedadas -teriam sido agarradas por ele no consultório, quando estavam sozinhas. O caso veio a público no dia 9 de janeiro, quando a Folha publicou que o Ministério Público e a polícia estavam investigando o especialista. Naquele momento, havia oito depoimentos contra o médico. A gora são 61denúnicas e mesmo assim, apenas a rede Bandeirantes de TV tem noticiado sobre o caso, ainda que sem muito destaque. Datena, em seu programa de ontem chegou a comentar que acha estranho tantas mulheres fazendo a mesma declaração; ele ainda diz, que se o médico fosse pobre, já estaria "em cana".
A afirmação dos advogados de que desconhecem o nome das vítimas e por isso não podem falar a respeito de seus depoimentos revela-se infundado , pois, são várias as ex-pacientes que já saíram do anonimato. A estudante de moda Helena Leardini, 39, é uma das denunciantes que aceitou revelar sua identidade . Ela conta que procurou a clínica de Abdelmassih em 2003 e acertou um pagamento de R$ 30 mil por três tentativas de fertilização in vitro. A primeira vez não deu certo, e ela começou a segunda tentativa. "Estava sozinha com o dr. Roger no consultório, sem sedação. Estava normal, ele tinha me chamado para uma conversa. Quando ele se levantou, me prensou contra a mesa. Segurou o meu rosto com as duas mãos e tentou me beijar na boca. Cerrei os dentes. Ele babou em mim, deixou o meu rosto babado, um nojo", diz. A ex-paciente afirma ter empurrado o médico. "Saí da clínica muito nervosa. Contei o que tinha acontecido para a minha irmã, que é advogada. Ela me disse que seria muito difícil eu provar o que dizia, que isso poderia ter ocorrido só comigo. À noite, contei para o meu marido. Como tínhamos pago R$ 30 mil e não queríamos deixar o dinheiro para trás, decidimos continuar o tratamento", disse. Helena engravidou de gêmeas. "Fiquei muito feliz por ter engravidado, mas acho que ele deve pagar pelo que fez."
Ontem, a Folha telefonou 14 vezes para advogados de Abdelmassih, mas ninguém ligou de volta. Na clínica, informaram que apenas os advogados poderiam falar sobre o caso. O médico tem negado todas as acusações, diz que vai levar "um caminhão" de testemunhas a seu favor e afirma que pode haver um complô contra ele. Sobre as pacientes que afirmam ter sido assediadas por ele e que continuaram o tratamento, Abdelmassih afirma que esse comportamento é "muito estranho".
Os advogados de defesa, apesar de não terem sido localizados pela reportagem, assinaram uma nota publicada pela Folha, na seção leitores:
"Em entrevista concedida a um outro jornal, o Dr. Roger Abdelmassih mencionou possíveis efeitos colaterais do uso do anestésico propofol, como alucinações, delírios e comportamento amoroso, entre outros. Diferentemente do que pode sugerir a reportagem "Acusações contra médico já chegam a 61" (Cotidiano, ontem), o estudo não foi encomendado pelo médico nem tampouco reflete sua principal tese de defesa. As pesquisas científicas citadas pelo médico foram extraídas de um relatório feito pelo FDA -Food and Drug Administration-, órgão governamental dos Estados Unidos, de inegável seriedade, que faz rígido e minucioso controle de medicamentos antes de terem a comercialização aprovada. Não por outro motivo, a bula do medicamento alerta os pacientes sobre a possibilidade de a droga causar desinibição sexual, conforme, aliás, foi admitido pelo próprio laboratório que a produz em reportagem publicada na segunda-feira passada no jornal "O Estado de S. Paulo". ANTONIO CLÁUDIO MARIZ DE OLIVEIRA e ADRIANO SALLES VANNI, advogados do doutor Roger Abdelmassih (São Paulo, SP)
Vale ressaltar , que o mesmo órgão citado pelos advogados de defesa, o FDA, também relata que a porcentagem de casos que tem "comportamento amoroso" indicado como reação adversa é, na verdade, de 1%."
O Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) realizou ontem uma fiscalização na clínica do médico . O resultado da fiscalização será anexado às cerca de dez sindicâncias abertas pelo conselho a pedido das ex-pacientes, por suposto crime de atentado violento ao pudor e por eventuais práticas de sexagem de embriões. Segundo os advogados, a fiscalização é vista com tranquilidade pelo médico.
Hoje, o médico Roger Abdelmassih publicou uma declaração na Folha de São Paulo, onde se diz alvo de uma "sanha de vendeta", com origem em "fofocas", "fantasias" e "mentiras".
Veja em destaque na tela, a íntegra de sua declaração.
link do postPor anjoseguerreiros, às 13:56 

De Anónimo a 6 de Fevereiro de 2009 às 23:29
Estas fofocas são absurdas,tentando acusar um médico respeitado no mundo todo.Essas pobres mulheres deveriam ser encaminhadas para um médico psiquiatra.

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