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22.4.09
Já decidiram, mas vale a pena saber o que pensavam pessoas de peso sobre como deveria ser o final desse interminável debate

Câmara dos Deputados debate caso Goldman hoje
Hoje a Comissão de Direitos Humanos e Minorias realiza audiência pública proposta pelos deputados Luiz Couto (PT-PB) e Rita Camata (PMDB-ES) para debater o futuro de Sean Goldman.

A audiência ocorre na Câmara dos Deputados e segue os moldes daquela realizada pelo Senado em 25 de março, quando diversos congressistas defenderam a permanência de Sean no Brasil.

O ministro da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, Paulo Vannuchi, o advogado-geral da União, José Antônio Dias Toffoli, e a avó materna de Sean, Silvana Bianchi Carneiro Ribeiro, foram convidados. Ainda não há confirmação se o advogado brasileiro de David Goldman, pai de Sean, foi convocado.

Enquanto isso, Sérgio Tostes, advogado contratado pela família brasileira de Sean, dá nova cartada. Ele enviou petição à Justiça em que alega que toda e qualquer decisão sobre Sean afetaria também a sua irmã de 8 meses de idade.

O caso está se estendendo por quase cinco anos, e cada fato novo apresentado sugere que o Brasil não deve cumprir o que assinou na Convenção de Haia.

Qualquer cidadão brasileiro pode comprovar que o Brasil corre riscos de sofrer represálias caso descumpra um tratado internacional. O site do Supremo Tribunal Federal diz que “é necessário lembrar que a devida aplicação desta convenção (de Haia) faz parte das obrigações de nosso país no plano internacional, eis que signatário de vários tratados nessa área, entre as quais a Convenção da ONU sobre os direitos das crianças.”

Não se enganem: o mundo está assistindo. E como diz o próprio S.T.F., “a não aplicação correta da convenção (de Haia) poderá implicar a responsabilização do Brasil perante fóruns internacionais, por desrespeito aos direitos humanos.”

Aliás, essa semana um jurista que falou sob condição de anonimato me disse que o Brasil já está sofrendo por ter decidido não retornar um cidadão alemão, filho de brasileira, a sua residência habitual.

“Semana passada recebi uma mensagem desesperada de uma mãe que tem um filho alemão e não pode vir ao Brasil tomar guaraná com pão de queijo. Em face dos acontecimentos que fazem do Brasil um país inconfiável, ao que entendi, o Estado Alemão não tem concedido permissão para que seus menores nacionais viagem ao nosso país, ainda que para férias e turismo,” disse o jurista.

É compreensível que no caso Goldman as autoridades brasileiras queiram encontrar um meio termo para facilitar a vida do menino em questão. Mas a demora ressalta a morosidade pela qual nossa pátria já é tão famosa fora das suas fronteiras. Em quase cinco anos de debates existem pessoas que pensam que quanto mais rápido o Brasil devolver Sean a Nova Jersey, menos cicatrizes diplomáticas o país terá no cenário internacional.
Mas também existem opiniões como a da escritora de novelas Glória Perez.
... “É uma questão de bom senso: não adianta, hoje, julgar as condições em que ele (Sean) acabou ficando de vez no Brasil. O fato é que ele ficou. O fato é que, seja porque motivo for, ele não conhece o pai biológico. E passa por uma fase de adaptação dolorosa: acabou de perder a mãe, o que significa, para qualquer criança do mundo, a perda do referencial mais forte,” Glória escreveu no seu blog “De Tudo um pouco.” A novelista recebeu dúzias de comentários em acordo com a sua posição.
Para Glória, a idéia de retirar Sean “assim, de sopetão, do ambiente familiar que ele conhece, é de uma violência inaceitável. Seria uma bela demonstração de amor do pai biológico dar a essa criança o tempo que ela necessita para refazer os laços com ele.”

Sendo assim, aqui vai uma sugestão: por que a avó materna não acompanha Sean até Nova Jersey – de onde o tirou – e passa uns tempos com ele nos EUA? Assim a família brasileira demonstraria que realmente está pensando no que é melhor para a criança – e para o Brasil.

link do postPor anjoseguerreiros, às 20:49  comentar

De Brandy a 24 de Abril de 2009 às 09:21
Ola!
Moro no Japao e acompanho o caso desde o final do ano passado e a cada noticia me espanto com o descaso das autoridades brasileiras em nao investigar os *fatos* e provas contra os Lins e Silva.

Vou copiar alguns trechos da carta de Ricardo Zamariola sobre a separaçao de David e Bruna
quanto a total falta de apoio da familia brasileira a qualquer contato entre pai e filho.

O que fica evidente que eles nao se preocupam com o *Bem estar de Sean*

1- As declaraçoes de Bruna sobre David como pai:

Bruna: Eu realmente te acho um rapaz excelente. Você é um pai maravilhoso e... Eu não conseguiria ter ninguém melhor. E fico feliz de termos um filho juntos, muito feliz de você ser o pai dele..."

Noutra passagem da conversa, Bruna queixa-se de que o marido não lhe dava a atenção desejada por ela. E por qual razão? Bruna acusa David de ter olhos apenas para Sean, esquecendo-se por completo que o pequeno também tinha uma mãe. Que ironia, considerando-se que, agora, este pai é acusado de desamor para com o filho...

Noutra ocasião, Bruna, já no Brasil, encaminhou mensagem eletrônica a uma de suas amigas, afirmando, mais uma vez expressamente, que "David é um grande cara e eu não me arrependo de nenhum minuto, mas nossa história de amor estava acabada... Sinto muito por David por causa do Sean...".

A mensagem consta dos autos dos processos judiciais no Brasil e nos Estados Unidos.

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Bruna, muito embora jamais tendo viajado aos EUA para depor, também apresentou declaração escrita, assinada e juramentada à Corte Superior de Nova Jérsei. Nesta declaração, também não formula qualquer espécie de acusação contra o pai da criança.

Muito ao contrário.

Mais uma vez ironicamente, uma das queixas de Bruna ao tribunal de Nova Jérsei era a de que David estaria construindo com Sean uma relação de "best buddies" ("melhores amigos"), enquanto que ela, Bruna, entendia que este não seria o tipo ideal de relação entre pai e filho. Trata-se, aqui, de mais um fato comprovado. Esta declaração, escrita, assinada e juramentada por Bruna, consta dos processos judiciais, tanto no Brasil, quanto nos Estados Unidos.



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2- As tentativas de contato:

Houve propostas para visitação em um terceiro país, num ambiente neutro. Houve propostas para visitação no Brasil. Qualquer acordo sempre foi condicionado a que o Sr. Goldman abrisse mão de continuar perseguindo o retorno do filho. Isto, quando a família simplesmente não rejeitava as iniciativas do pai, sem qualquer resposta, educada ou mal-educada, consistente ou inconsistente.



O avô materno de Sean, depondo perante o Tribunal em Nova Jérsei, afirmou expressamente, com frieza assustadora, que seu advogado lhe alertara para o fato de que ele não era obrigado a falar com alguém que o estava processando. Disse o avô, então, que, a partir dali, todas as vezes que ouvia a voz do Sr. Goldman ao telefone, desligava imediatamente.

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Laudo da Justiça Estadual do Rio de Janeiro, realizado em dezembro de 2005, afirma o seguinte sobre Sean e seu pai: "...percebe-se que Sean demonstra interesse em estar com o Sr. David, referindo-se ao mesmo de forma bastante positiva...". Este documento também consta dos autos dos processos judiciais.

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Tão logo soube da morte de Bruna, o pai de Sean entrou em contato com a família materna, novamente propondo acordo. Abriu as portas de sua casa, para que Sean retornasse em companhia dos avós e até de seu padrasto. Ofereceu um período de transição, durante o qual o contato entre pai e filho se faria no Brasil, com vistas à posterior viagem de retorno aos Estados Unidos.

Tudo recusado pela família materna, que impedia até mesmo um contato, mínimo que fosse, entre pai e filho. Aliás, a família materna omitiu do Sr. David Goldman o falecimento da mãe de seu filho. David soube da tragédia por jornais brasileiros. A família omitiu até do Judiciário a morte da mãe de Sean, apresentando petição ao Supremo Tribunal Federal poucos dias depois, sem fazer menção ao fato, como se nada tivesse acontecido.

Carta de Zamariola:
http://bringseanhome.org/rz1p.html
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Depois de 4 anos e meio,David consegue direito de visita e Sean nao o rejeita no primeiro encontro.
Pede ao pai um abraço com *maximum force * e mais um: Maximum force e mais um Maximum force.

A familia brasileira que deveria ajudar Sean agora que recem perdeu sua mae, merece e precisa da companhia do pai, exigem a presença de psicologos que mudam a cada visita para *acompanhar* (leia-se perseguir) pai e filho dentro do condominio numa intimidaçao vergonhosa.
Segue dois videos (em ingles):

primeira visita e tudo bem
http://www.youtube.com:80/watch?v=4W5VfT4qMYw&feature=PlayList&p=02D440EB7BD01033&index=1

Visitas dificeis:

http://today.msnbc.msn.com/id/26184891/#29220910
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De Maria Célia a 24 de Abril de 2009 às 10:46
Brandy concordamos com tudo que você disse.
Nem um acordo a família brasileira quer fazer...por que será.
Parabéns por seu comentário completo e com pleno conhecimento da causa.
Espero conseguir colocar em destaque seu post.
Agradecemos sua visita
volte sempre
abraços
Maria Célia e Carmen

De Maria Célia a 24 de Abril de 2009 às 12:07
Brandy,já postamos seu comentário em destaque.
Foi de grande ajuda.
Volte sempre
Obrigada mais uma vez
abraços
Maria Célia e Carmen

De Brandy a 25 de Abril de 2009 às 12:14
Salute Maria Celia e Carmem!

Muito obrigada pelo destaque e parabens por todas atualizaçoes que fazem do caso.
Já li o post da embaixada americana apelando ao Brasil que honre sua assinatura aa convençao de Haia.
Me desculpe pela falta de acentos.
[]s

De Maria Célia a 25 de Abril de 2009 às 15:06
Olá Brandy, obrigada pela ajuda e atenção.
Nos visite sempre e quqando souber novas que não cheguem por aqui, mande por favor.
Abraços
maria Célia e Carmen

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