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1.5.09
Produção caseira de beira de calçada chega com acabamento e informação de moda à vitrine, à passarela

SÃO PAULO - Desde que o mundo fashion traçou seu caminho pelas rendas, as rendeiras estão cada vez mais profissionais, pelo menos no rumo das Alagoas. Aquela imagem bucólica de um passeio pela beira da lagoa ao final da tarde para ver as mulheres sentadas na beira das calçadas, com o bastidor no colo trançando a renda de filé que exibia dependurada na janela para somar ao orçamento do marido pescador - acabou ou mudou. A renda agora deixa a calçada e ganha a vitrine, a passarela.
Em meio às lojas de grife dos Jardins já se vê um vestido longo de calda e todo em renda preta exposto numa vitrine. Dentro da loja vermelhos, marrons, verdes, cinzas - cores inusitadas para o padrão, e ao toque, o algodão armado e áspero dá lugar ao contato macio e sedoso dos fios de seda misturados na trama. O requinte e a sofisticação renderam elogios aos vestidos da alagoana Martha Medeiros no jornal inglês The Independent no ano passado.
"Um vestido leva de quatro a seis meses para ser feito. A Renascença é produzida em Entremontes, município de Piranhas que concentra 250 rendeiras; o bilro em São Sebastião, perto de Arapiraca e o filé em Marechal Deodoro", conta Martha. Um vestido e três forros fazem parte de sua proposta de consumo consciente a um preço salgado: R$ 4.770,00.
Martha conta que aprendeu a costurar com a avó e montou, quando criança, sua primeira butique de roupa de boneca. Mais tarde, vendeu roupas no banheiro do banco em que era funcionária, montou loja em Maceió e formou-se em moda em São Paulo, na primeira turma do curso do Senac, em 1989. Só em 2003/2004 começou a fazer seus primeiros modelos com renda. "A Disney para mim era o interior do Estado. Amo ficar com as minhas rendeiras, Sueleine, uma grande líder, Dona Cícera que criou 14 filhos fazendo renda - muita gente hoje está voltando a fazer renda. Em Marechal há uma casa de sete mulheres, todas Marias, que fazem filé e ganham em média um salário mínimo e meio por mês", conta Martha.

Martha Medeiros - R. Dr. Melo Alves, 287, Jardins. Fone: (11) 3062-7907


Teresa Ribeiro do estadao.com.br
link do postPor anjoseguerreiros, às 09:59 

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