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4.3.09
Beppino Englaro, pai de Eluana, a italiana que passou 17 anos em estado vegetativo até ter os aparelhos que a mantinham viva desligados após a autorização da Justiça, vai denunciar por difamação e calúnia todos aqueles que o chamaram de assassino.
O advogado dele, Massimiliano Campeis, disse ao jornal "Messaggero Veneto", que a ação legal para pedir ressarcimento "envolverá dezenas de pessoas".
"Quem chamou Beppino de homicida ou assassino terá que responder nos tribunais", disse Campeis, acrescentando que também vai denunciar por estes mesmos crimes quem se referir assim a Amato de Monte, anestesista responsável pela equipe que ajudou Eluana a morrer ao retirar sua sonda alimentícia.
O advogado acrescentou que o dinheiro arrecadado com as indenizações será doado à associação "Por Eluana", que a família quer criar para continuar sua luta para que na Itália se aprove uma lei justa sobre o testamento vital.
"Se até agora ficamos em silêncio e não respondemos aos ataques, não quer dizer que não tenhamos anotado todas as declarações", ameaçou o advogado.
Englaro é investigado, junto com os 13 integrantes da equipe médica que ajudou a sua filha a morrer, pelo promotor de Udine (nordeste da Itália), Antonio Biancardi, após as numerosas denúncias recebidas pelo suposto homicídio de Eluana.
Eluana Englaro, 38, ficou em coma após sofrer um acidente automobilístico em 1992 e morreu em 9 de fevereiro passado na clínica La Quiete, em Udine, depois que lhe retiraram a alimentação e a hidratação artificiais, como autorizou a Suprema Corte italiana, a pedido de sua família.
A Igreja Católica se opôs firmemente ao fato de a família de Eluana ter ajudado em sua morte, por considerar o ato um homicídio.
Eluana Englaro foi enterrada no dia 12 de fevereiro no túmulo da família na localidade de Paluzza, próxima a cidade de Udine, após uma cerimônia da qual seus pais não participaram.
Apesar de a família ter expressado de início seu desejo de não realizar um funeral, mas apenas uma bênção, uma cerimônia religiosa acabou sendo realizada, da qual Beppino e sua mulher, Saturna Minuti, não participaram para evitar o assédio da imprensa.
A cerimônia e o enterro foram totalmente privados, com a participação de cerca de 200 pessoas entre familiares e amigos.

da Efe, em Roma
link do postPor anjoseguerreiros, às 13:02 

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