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21.1.09
RIO - A polícia ouviu nesta quarta-feira o depoimento dos proprietários do bar que fica em frente ao local onde Victor Emanuel Muanis, de 23 anos, foi atingido por uma bala na Rua Silvio Romero, na Lapa, na madrugada de sexta-feira. O delegado da 7º DP (Santa Teresa), Marcos Antônio da Silva, vai intimar também o síndico de dois prédios vizinhos ao bar. De acordo com o RJTV, uma fonte do Instituto Médico Legal revelou que a bala retirada da cabeça do estudante é de uma arma pequena e de curto alcance, como pistola ou revólver. O estudante foi enterrado em um cemitério em Petrópolis, na Região Serrana.
A principal suspeita é de que o disparo tenha sido feito por um morador de algum prédio vizinho, irritado com o barulho no bar. Testemunhas contaram ao delegado que um dos amigos de Victor estava com o som do carro muito alto.
O delegado também não descarta a possibilidade de que o disparo tenha partido de alguma confusão na rua. Em entrevista à Rádio CBN na manhã de quarta-feira, o delegado disse que o fato de o local estar cheio de jovens faz com que seja grande a possibilidade de uma confusão próxima ao rapaz ter terminado com um tiro.
- Estamos levantando também a hipótese de ter ocorrido alguma discussão, alguma briga na localidade, de alguém ter efetuado um disparo e ter atingido alguém ali - alega o delegado Marcus Antônio Silva.
- Há possibilidade de uma confusão ter acontecido e um disparo ter acertado a vítima. Uma das hipóteses mais provável é de que o tiro tenha partido dos arredores, mas não podemos descartar que ali se tratava de uma reunião de jovens, próximos a um bar -disse o delegado, referindo-se à hipótese de que um morador da região teria feito o disparo depois de ter ficado irritado com o barulho, hipótese sustentada pelo irmão do jovem, José Muanis, de 32 anos. Segundo o site G1 , caso seja identificado, o autor do tiro que acabou matando o estudante vai responder por homicídio doloso (quando há intenção de matar). Segundo o delegado Marcos Antonio da Silva, da 7ª DP (Santa Teresa), o caso havia sido registrado inicialmente na 5ª DP como lesão corporal com arma de fogo
- Com o andamento das investigações, eu mudei a tipificação. Alguém inconsequentemente, ou do prédio, ou do morro, fez um disparo a esmo. Embora não sendo na direção específica de alguém, ele assumiu o risco. Vai ser por homicídio consumado, não vai ser acidental, não vai ser por erro ou acidente. Vai responder como se matasse mesmo diretamente uma pessoa - disse o delegado ao G1.
Na terça-feira, os amigos de Victor foram ouvidos na delegacia. Também foi realizada ainda uma reconstituição do crime, com a presença de uma equipe de peritos de engenharia. O objetivo era tentar descobrir a trajetória da bala que atingiu o rapaz.
O universitário foi atingido em frente a um bar que fica no térreo do edifício Novo Centro, um prédio de 16 andares com 160 apartamentos (todos de quarto e sala) e que toma toda a esquina das ruas do Riachuelo e Sílvio Romero. Porteiros do prédio ouvidos pelo GLOBO disseram que os moradores já chamaram a Polícia Militar diversas vezes para acabar com o barulho e o som alto.
O estudante de Engenharia Naval da UFRJ Victor Emanuel Muanis, de 23 anos, bebia com os amigos na calçada, quando de repente caiu no chão.
Em depoimento ao site do GLOBO, amigos traçaram um perfil do rapaz: Ele estava sempre de bem com a vida, era determinado, gostava de velejar e de jogar futebol .


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colaboradores: carmen e maria celia

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