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31.3.09


Primeiro centro médico multidisciplinar especializado

O Hospital Oswaldo Cruz, inaugurou ontem, em Saõ Paulo, o Instituto da Próstata, primeiro centro médico multidisciplinar especializado em próstata da América Latina, liderado por um dos mais renomados urologistas do mundo, dr. Miguel Srougi. Mais de 20 profissionais estarão dedicados ao novo Instituto, que vai reunir atendimento assistencial integrado e desenvolvimento de pesquisas na área. Para sua concepção, o Hospital Alemão Oswaldo Cruz realizou um investimento de R$ 8 milhões em infraestrutura, aquisição de novos equipamentos e recursos humanos. "A criação do Instituto da Próstata é uma importante conquista para o Hospital, que acredita na excelência por meio da criação de centros especializados aliada ao investimento constante em capacitação técnica e em tecnologia de ponta”, comenta sr. Karlheinz Pohlmann, Presidente do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.
Instalado em um espaço de 350 m² especialmente montado para receber sua estrutura, o novo Instituto contará com quatro consultórios, duas salas de procedimentos, uma sala de urodinâmica, uma sala de ultrassom e uma sala de repouso. "Os atendimentos serão balizados pelo cuidado integral ao paciente e todo o trabalho dos profissionais será voltado a aliviar o sofrimento e resgatar a dignidade dos portadores da moléstia da próstata”, acrescenta dr. Miguel Srougi, diretor do Instituto da Próstata. Para isso, haverá uma equipe multidisciplinar, formada por médicos e profissionais de saúde para atuar em toda a cadeia da saúde.
Médicos doutores e livre-docentes especialistas em hiperplasia prostática e prostatites, câncer de próstata, disfunções miccionais, disfunção sexual, biópsia prostática, radioterapia, oncologia e patologia comporão a equipe ao lado de fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos e especialistas em medicina da dor.
Além disso, o Instituto da Próstata contará com equipamentos de última geração e exclusivos do Hospital Alemão Oswaldo Cruz para prestar atendimento com o que há de mais moderno no mercado. A terapia a laser GreenLight, tipo inédito no Brasil que permite realizar a operação de redução de próstata de forma menos agressiva é um dos equipamentos exclusivos trazidos pela Instituição ao Brasil. O procedimento, praticamente sem sangramento, é rápido e seguro e não exige que o paciente seja internado, garantindo que possa retornar em poucos dias a suas atividades normais. O laser verde é aplicado na região da próstata e, com a técnica de ressecção transuretal, dissolve o tecido que cresceu em excesso na glândula.
Outro equipamento à disposição dos pacientes do Instituto da Próstata é o robô cirúrgico Da Vinci, único com visualização 3D da América Latina. O robô possibilita a realização de intervenções minimamente invasivas, o que favorece a recuperação do paciente, diminui as chances de infecção hospitalar e garante maior precisão aos movimentos do cirurgião. Completa o acervo tecnológico do Instituto da Próstata a Urodinâmica, mais integrado sistema de estudo dos distúrbios da micção, pioneiro no mercado.
Além de contar com uma equipe altamente qualificada, equipamentos com tecnologia de ponta e filosofia de tratamento holístico, o Instituto da Próstata atuará no desenvolvimento de pesquisas sobre as doenças da próstata e de todo o sistema urinário. "Queremos que o Instituto produza novos conhecimentos, que possam repercutir na prática médica e atue na disseminação dos conhecimentos mais avançados para toda a comunidade médico-científica", afirma dr. Miguel Srougi, diretor do Instituto da Próstata. Os projetos de pesquisa do Instituto serão desenvolvidos em parceria com pesquisadores do setor de Urologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e o processo de inovação tecnológica decorrente – aplicação na prática cotidiana dos novos conhecimentos gerados – será realizado pelo Centro de Inovação Tecnológica do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. Quatro importantes projetos – que já estão em andamento – terão continuidade no Instituto da Próstata e contribuirão para a excelência do Centro.

Diagnóstico precoce do câncer de próstata
O estudo, iniciado há dois anos, visa avaliar se o gene PGC, identificado originalmente em nosso meio, servirá para diferenciar os casos de câncer daqueles que apresentam apenas crescimento benigno. Atualmente essa diferenciação é feita com o exame de PSA e biópsia. "Muitos homens apresentam PSA elevado, mas obtém resultados negativos na biópsia. Por continuarem com o nível deste marcador sanguíneo elevado, chegam a repetir a biópsia até sete vezes", contextualiza dr. Alberto Azoubel Antunes, médico que lidera a pesquisa. "Se validada a pesquisa, será possível identificar os pacientes portadores de câncer de próstata, que carregarão em suas células o gene PGC".
O gene PGC já foi isolado anteriormente e estudado como marcador para diagnóstico de câncer de próstata para detectar tempo de sobrevida em pacientes que já apresentavam o tumor. Entretanto, a pesquisa do dr. Antunes, inédita, analisa o gene PGC como marcador de prognóstico, ou seja, para identificar a probabilidade de desenvolvimento do câncer em tecidos benignos – pacientes saudáveis.
O maior beneficiado com esta pesquisa será o paciente, que terá à sua disposição um teste diagnóstico mais preciso, rápido e menos invasivo que a biópsia. "Com este gene, os pacientes sofrerão menos manipulações, pois apenas uma biópsia será suficiente para realizar o diagnóstico", explica dr. Antunes. Dos 50 casos de câncer – amostras retiradas em cirurgias – estudados pelo pesquisador, todos apresentaram alterações no gene PGC. "A sensibilidade do gene em nosso estudo foi de 100%", comemora dr. Antunes. O próximo passo é analisar 50 amostras de tecidos saudáveis, retirados por biópsia, para validar a pesquisa.

Banco de próstata
O Instituto da Próstata do Hospital Alemão Oswaldo Cruz gerenciará um dos maiores bancos de próstata do mundo e primeiro do País, criado em 1997 pelo dr. Miguel Srougi e pela dra. Katia Leite e que hoje já conta com amostras colhidas de mais de 2 mil pacientes. As amostras estão congeladas em nitrogênio líquido, o que garante que sejam conservadas como se tivessem sido retiradas no dia anterior. "A vantagem é que, com isso, é possível estudar os genes com uma amostragem de 12 anos em apenas uma semana”, explica dra. Kátia.O banco possibilita a identificação de proteínas e genes ligados a esse tipo de câncer, correlacionando-os com a evolução clínica de cada caso. Essa informação servirá para definir os tratamentos mais adequados, já que esses pacientes tiveram o seu câncer diagnosticado há mais de dez anos. "É mais uma esperança para os pacientes que sofrem do câncer de próstata. A expectativa do banco é aproveitar todas as informações estudadas nesse longo período e utilizá-las na prática", comenta dra. Katia Leite, pesquisadora responsável pelo banco.

Impotência Sexual
A partir de observações clínicas de que homens picados pela aranha Phoneutria nigriventer ("aranha-armadeira") costumavam apresentar uma ereção peniana, um grupo de pesquisadores brasileiros do setor de Urologia da USP junto ao Instituto Butantan iniciou uma pesquisa para utilizar o efeito deste veneno como nova opção no tratamento da disfunção erétil. O veneno da aranha brasileira está sendo testado para tratar a impotência masculina. O urologista Enrico Andrade, especialista que está à frente desse estudo, explica o mecanismo de ação do veneno: "Esta toxina, também chamada de "eretina", aumenta a produção de óxido nítrico, uma das substâncias responsáveis pela ereção". A pesquisa já obteve resultados promissores em animais de laboratório. Uma proteína – fração do veneno da aranha – foi isolada e testada em camundongos. "Conseguimos provocar ereção de duas horas em camundongos, sem observar os outros efeitos nocivos do veneno. Descobrir os efeitos dessa substância foi um grande passo", comenta dr. Andrade.
Caso a pesquisa seja validada, o medicamento será revolucionário; seu efeito será mais duradouro. "A ação dessa toxina se diferencia dos remédios tradicionais já existentes para disfunção erétil por não inibir a produção da enzima fosfodiesterase, responsável pela interrupção da ereção", completa dr. Andrade.Para transformar a toxina em uma droga sintética para ser utilizada em humanos, falta apenas a realização dos estudos de segurança, a ser iniciada após a conclusão da fase atual da pesquisa: o estudo tridimensional da estrutura terciária da molécula. Os especialistas estão otimistas. "Agora, com a criação do Centro de Inovação Tecnológica no Instituto da Próstata do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, poderemos progredir mais rapidamente com as pesquisas", conclui.

Nova vacina para câncer de bexiga
O tumor na bexiga tem maior incidência nos homens: para cada três doentes do sexo masculino, há apenas uma mulher. Atualmente, o tratamento convencional para este câncer lança mão do bacilo Calmette-Guérin, o popular BCG, causador da tuberculose bovina. A mesma vacina, feita com a bactéria atenuada e que é usada para prevenir a infecção pulmonar, pode promover uma resposta imunológica contra o tumor de bexiga, destruindo-o. No entanto, para surtir efeito, a dose precisa ser muito alta, o que pode causar diversos efeitos colaterais.Decidiu-se testar a eficácia de uma nova bactéria de BCG, desenvolvida no Instituto Butantan, em São Paulo. Esta versão da vacina é recombinante, ou seja, carrega proteínas de outro microrganismo – neste caso, a Bordetella pertussis, bactéria causadora da coqueluche. "Ela é mais potente no sentido de estimular o sistema imune a destruir as células malignas da bexiga. Daqui para frente, o tratamento deste tumor poderá se tornar mais eficiente e com menos efeitos colaterais", conta dra. Priscila Borra, médica que lidera a pesquisa.A fase experimental da pesquisa já foi encerrada e esses estudos já estão avançados, sendo a próxima etapa os testes em seres humanos. Para isso, a equipe aguarda o processo de patente e regulamentação junto ao Ministério da Saúde.

Sobre o Hospital Alemão Oswaldo Cruz: http://www.hospitalalemao.org.br/
Fonte: eAgora Newslink Service
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link do postPor anjoseguerreiros, às 20:37  comentar

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colaboradores: carmen e maria celia

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