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5.2.09
Excesso de peso em crianças é mais recorrente que desnutrição, mas não é apenas a alimentação que contribui para esse quadro. Pesquisa realizada na Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP avaliou o estado nutricional de alunos da rede pública de São Paulo e aponta para uma crescente prevalência de sobrepeso e de obesidade em crianças, principalmente no sexo masculino, apesar de a dieta se mostrar adequada na maioria dos escolares.
Em seu mestrado, Carolina Menezes Ferreira deu continuidade a outra pesquisa, também da FSP, concluída em 2005, que identificou uma prevalência de excesso de peso – ou sobrepeso – nos 556 escolares analisados, em relação à quantidade deles em estado de desnutrição. Carolina investigou se a alimentação dessas crianças está contribuindo para esse quadro que, segundo ela, é mundial.
Foram avaliados 112 dos 556 escolares, de ambos os sexos, com idades entre 7 e 10 anos, advindos de duas escolas públicas localizadas no distrito de Água Rasa, Zona Leste de São Paulo. Para realizar as análises, a pesquisadora utilizou medidas de peso e estatura, além do questionário de Avaliação de Consumo Alimentar, uma espécie de diário a ser preenchido pelos pais ou responsáveis.

Carolina identificou que 8% das crianças estavam desnutridas, 23% com excesso de peso, 28% estavam obesas e 40% tinham peso normal. O consumo calórico atingiu, em média, 1.600 calorias. Os meninos consomem mais calorias que as meninas. “Isso pode ser explicado pelo fato de que as meninas preocupam-se mais, e desde muito cedo, com a imagem corporal”, diz a pesquisadora.
Dietas (in)adequadas A maioria das crianças apresentou dieta adequada em relação a carboidratos (86,6%), proteínas (94,6%) e lipídios (75,9%), os três principais macronutrientes envolvidos na avaliação do valor calórico e nutricional da alimentação dos escolares.
Os alunos classificados como desnutridos apresentaram consumo adequado dos macronutrientes na dieta (89% em dias úteis e 78% no final de semana). Entre as crianças obesas, 81,3% mostraram consumir dietas adequadas em dias úteis e 65,6% no final de semana. Já 57,8% das normais indicaram consumir dietas adequadas em dias úteis e 37,8% no final de semana.

Isso mostra que não é só a alimentação que contribui para o estado nutricional de uma criança. “Crianças que ingeriam 4.000 calorias – o máximo valor obtido de consumo calórico - tiveram seu peso avaliado como normal”, aponta a nutricionista.
Carolina descobriu, a partir dos questionários, que é costume as crianças realizarem apenas três refeições ao dia. “Era raro encontrar uma criança que costumava fazer refeições intervaladas”, afirma a nutricionista. “O ideal são cinco a seis refeições diárias”. Essa quantidade de refeições também está ligada ao nível socioeconômico das famílias. “Muitas contavam apenas com as refeições oferecidas na escola”, aponta.

Transição A transição de um quadro predominante de desnutrição para a prevalência da obesidade em crianças precisa ser vista com atenção, pois implica numa interferência nas condições de saúde. “Crianças com excesso de peso têm maior probabilidade de desenvolver doenças como hipertensão e diabetes”, alerta Carolina.
A pesquisadora aponta a escola como foco de ação contra esse quadro nutricional, tanto em relação à prática da atividade física quanto em relação à alimentação. “Seria preciso haver educação nutricional na escola, tanto para a criança quanto para os pais, a fim oferecer ao próprio escolar um maior suporte no momento de fazer suas escolhas alimentares.”



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link do postPor anjoseguerreiros, às 19:43 

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