notícias atuais sobre saúde, violência,justiça,cidadania,educação, cultura,direitos humanos,ecologia, variedades,comportamento
17.2.09

Curitiba - A estudante Monik Pegorari Lima, de 23 anos, que foi baleada e violentada no litoral do Paraná há quinze dias, deve receber alta do hospital na semana que vem. No domingo, ela deixou a UTI, mas continua com dificuldade para respirar devido ao pulmão ter sido atingido pelo disparo. Em entrevista à "Folha de S. Paulo" pelo celular da prima no domingo, Monik contou que o pior momento foi ficar vendo o namorado morto na frente. Ela permaneceu por 18 horas aguardando resgate ao lado do corpo do namorado, Ozires Del Corso, que morreu com um tiro no peito ao tentar defendê-la.
- O mais difícil mesmo foi ficar vendo o meu namorado morto na minha frente. Aí não foi brincadeira, não. Um cabra bom daquele levar um pipoco e morrer desse jeito é muita sacanagem. Não merecia, não - disse Monik quando deixava a UTI. Já existe uma lista com 40 suspeitos de ter cometido o crime. A polícia investiga inclusive em outros estados.
No leito que ocupa, vigiado por policiais, só entram pessoas autorizadas pela família. Nesta segunda, parentes do namorado assassinado foram prestar solidariedade à jovem, que reconhece que Ozires salvou sua vida.
- Com certeza, ele salvou a minha vida. Essa força toda que eu estou tendo só pode vir dele. Esse cabra deve ter virado um anjo. Ele deve ter virado um anjo para eu estar me recuperando desse jeito. Deve ser ele mexendo os pauzinhos lá no céu. O pai, o advogado Lorival Pegorari, conta que a filha está respirando melhor, mas ainda não tem condições de falar seguidamente para não desgastar o pulmão, atingido pelo disparo. Além disso, a estudante permanece paraplégica devido ao comprometimento da medula.
- Surpreendentemente ela tem nos dado força graças a Deus, porque quer viver - disse Pegorari, que pediu à filha que não concedesse novas entrevistas para não prejudicar sua recuperação.
Pegorari, que é advogado criminal, disse que já vivenciou experiências semelhantes às da filha e sempre alertava os familiares sobre o recrudescimento da violência:
- Sei que não é só com o vizinho que acontece. Sempre falei isso em casa. Acontece com a gente também. É sofrido, mas nunca duvidei passar por isso. Não se consegue segurar uma moça com 23 anos. E o crime está aí. Ele acredita que a polícia vai capturar o criminoso a partir do retrato falado, mas admite pela experiência que criminoso dessa natureza dificulta o trabalho.
- O trabalho que poderia ser feito está sendo feito. Esse tipo de bandido sabe tudo e dificulta muito mais o trabalho, mas é uma questão de tempo - disse o pai.
A estudante continua prestando informações à polícia, que segue sem prender o autor do crime. O delegado Luiz Alberto Cartaxo Moura informou que ainda existe muito trabalho pela frente. A polícia possui mais de 40 fotos de suspeitos que se aproximam do retrato falado, que chegaram de várias cidades do interior do Paraná, além de São Paulo e Rio de Janeiro.


link do postPor anjoseguerreiros, às 13:11 

De
 
Nome

Url

Email

Guardar Dados?

Ainda não tem um Blog no SAPO? Crie já um. É grátis.

Comentário

Máximo de 4300 caracteres



Copiar caracteres

 



O dono deste Blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.

pesquisar
 
colaboradores: carmen e maria celia

Fevereiro 2009
D
S
T
Q
Q
S
S

1
2
3
4
5
6
7

8
9




arquivos
subscrever feeds
blogs SAPO