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18.1.09
RIO - Madrugada do dia 4 de agosto do ano passado. A menina Iris Oliveira Sampaio, de 3 anos, chega morta ao Hospital Miguel Couto, na Gávea. Segundo a mãe, a menina começou a passar mal de repente. Mas para o médico, ela teve o fígado dilacerado após ser agredida. Depois de seis meses de investigação, policiais da 15 DP (Gávea) prenderam na madrugada de ontem Antônia Helena Oliveira Melo, mãe da menina, e Rosina Mendonça de Souza, amiga dela, na Favela da Rocinha.
- Não sabemos a dinâmica do crime, mas temos certeza de que a menina morreu quando estava na casa da Rosina. Segundo o laudo cadavérico, a Iris apresentava diversas marcas de agressão pelo corpo - disse a delegada Bárbara Lomba Bueno, que também explicou qual seria a participação das duas:
- Testemunhas contaram que a Rosina costumava agredir as pessoas usando uma bengala. A mãe da menina está querendo defender alguém que tinha muita influência sobre ela. E a Rosina tem esse poder. A Antônia chama ela de mãe - disse Bárbara. "Bebê, me perdoa"
O primeiro a procurar a delegacia foi Raimundo Nonato Sampaio, pai da menina, que estava desconfiando das duas. Segundo familiares, Rosina esteve na diretoria do Hospital Miguel Couto e disse que gostaria de fazer logo o enterro da criança, sem passar pelo Instituto Médico-Legal (IML), o que não foi permitido pelos médicos. No mesmo dia, ainda segundo testemunhas, a Rosina teria passado a mão na cabeça de Iris e falou baixinho: "Bebê me perdoa, mas tinha que ser assim".
- Existem contradições no depoimento da Rosina. O que ela diz não bate com o depoimento da Antônia. Não é a mesma cena descrita por outras testemunhas sobre o dia do assassinato da menina. A Antônio mostrou ser submissa perante a Rosina - explicou Bárbara, que prendeu as duas dentro da delegacia, durante um depoimento sobre o caso.
A mãe da menina e a amiga foram acusadas de homicídio qualificado. As duas foram transferidas para uma carceragem da Polinter. Relato de agressão em cultos
No depoimento que a polícia considera o mais importante para a investigação, Gisele Aragão dos Santos, que é madrinha de Iris e também mora na Rocinha, disse que deixou de frequentar os cultos quando ficou grávida. Segundo Gisele, Rosina fez uma ameaça, falando que a "pombagira" (entidade) mataria o filho que ela estava esperando.
Ela disse também que Rosina já tinha espancado sua filha de 12 anos após ter dito incorporar "Zé Pilintra do Catimbó" e costumava usar uma bengala para agredir as pessoas durante as sessões.
- As testemunhas relataram que a Rosina pedia dinheiro durante os cultos. Ela não passava de uma charlatã - disse o delegado Gustavo Valentini, que também participou das investigações.
A testemunha contou ainda que ouviu quando Rosina falou para Antônia que a menina Iris não passaria dos sete anos.
- Com certeza existem outras vítimas, que têm medo dela. Esperamos que com a prisão da Rosina, outras pessoas apareçam na delegacia - disse a delegada Bárbara.
No depoimento, Gisele disse que a mãe de Iris "trabalha como escrava na casa de Rosina". Quando chegava do trabalho ela arrumava tudo, sem receber nada.
Os filhos de Rosina foram na delegacia ontem e prestaram depoimentos contraditórios. Um deles disse que a menina estava com machucados no joelho, cotovelo e cabeça porque teria caído da escada.


FONTE:EXTRA ON LINE
link do postPor anjoseguerreiros, às 12:20  comentar

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colaboradores: carmen e maria celia

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